Brasileira expõe abuso sexual de MrBeast, maior youtuber do mundo
Brasileira expõe abuso sexual de MrBeast

A brasileira Lorrayne Mavromatis entrou com um processo contra Jimmy Donaldson, mundialmente conhecido como MrBeast, o maior youtuber do planeta, por abuso moral e assédio sexual. As acusações referem-se ao período em que ela trabalhou na empresa dele, a MrBeast Industries. Nesta quarta-feira, 23, ela divulgou um vídeo nas redes sociais desabafando sobre o caso. A ação judicial tramita em um Tribunal na Carolina do Norte, nos Estados Unidos.

O relato de Lorrayne

No vídeo, Lorrayne começa se apresentando: “Meu nome é Lorrayne Mavromatis, nasci e fui criada no Brasil. Dediquei os últimos dez anos da minha vida a estudar e analisar o espaço das mídias sociais de dentro para fora, e me apaixonei pelo processo de criação de conteúdo. Essa paixão me levou a querer trabalhar com marcas e estratégias de mídias sociais, e foi isso que me levou ao Mr. Beast.”

Ela conta que foi entrevistada pelo próprio CEO, Jimmy Donaldson, e contratada de imediato. Liderou equipes e esteve por trás das operações de diversas plataformas. “Infelizmente, não levou muito tempo para eu perceber que as coisas não eram como pareciam de fora. Logo no início, gritavam comigo, eu era xingada, chamada de ‘burra’ na frente de toda a minha equipe depois de dar uma ideia, mesmo um homem dando a mesma ideia um minuto depois e sendo elogiado por ela.”

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Lorrayne também relata que foi obrigada a participar de reuniões individuais com o CEO em sua casa, sozinha, em uma sala iluminada apenas por um abajur. Lá, ouviu comentários sobre sua aparência: “O CEO me disse que Jimmy, Mr. Beast, ficava constrangido perto de mulheres atraentes, e eu cito: ‘Lorrayne, digamos que quando você está por perto, e ele precisa ir ao banheiro, ele não está usando o banheiro’”, indicando um teor sexual na declaração.

Mudança de comportamento

Diante da situação, a ex-funcionária passou a usar roupas mais largas e bonés para tentar se tornar invisível. “Mantive minha cabeça baixa, continuei dando tudo de mim. Tentei me convencer de que isso seria suficiente, mas quando você trabalha em um campo dominado por homens — especialmente um comandado por meninos que querem desenhar ‘pintos’ nas paredes, não importa quão inteligente você seja, dar o seu melhor nunca será suficiente”, lamentou.

Gravidez e pós-parto

Lorrayne alega que a situação piorou quando ela engravidou. Ela afirma ter sido privada de cumprir sua licença-maternidade e que continuou trabalhando mesmo com depressão pós-parto e durante o puerpério.

Resposta de MrBeast

MrBeast possui mais de 470 milhões de inscritos em seu canal no YouTube, onde publica vídeos de desafios com grandes recompensas em dinheiro. Ele nega as acusações e afirma que o processo é uma tentativa de extorsão. “Essa queixa oportunista se baseia em deturpações deliberadas e declarações categoricamente falsas, e temos as provas para comprovar isso. Há ampla evidência — incluindo mensagens do Slack e do WhatsApp, documentos da empresa e depoimentos de testemunhas — que refutam inequivocamente suas alegações. Não nos submeteremos a advogados oportunistas que buscam lucrar às nossas custas”, declarou a Beast Industries à imprensa americana.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar