Pipoqueiro transforma sucata em robô ajudante e impulsiona negócio no litoral de São Paulo
Um comerciante e artista plástico de Praia Grande, no litoral paulista, está conquistando a atenção de moradores e turistas ao utilizar sua criatividade para construir robôs impressionantes com materiais recicláveis. Entre suas invenções, uma se tornou uma fiel ajudante no trabalho diário de Éder Cesar de Paula, de 40 anos, que também compartilha suas criações com milhares de seguidores nas redes sociais.
Da infância humilde às criações gigantes
Éder revela que sua habilidade manual surgiu na infância, quando precisava fabricar seus próprios brinquedos devido às condições financeiras modestas da família. "Vim de uma família bem humilde, então eu mesmo tinha que fabricar os meus próprios brinquedos. Eu pegava uma lata, uma caixinha, um arame e ia dobrando e dando forma. Saía robô, avião... Eu acredito que seja uma habilidade, um dom", explica o artista.
Conhecido nas redes como Edy Prata, ele transformou esse talento em robôs que ultrapassam três metros de altura, inspirados em ícones da cultura pop como:
- Exterminador do Futuro
- Pica-Pau
- Castelo Rá-Tim-Bum
O robô que revolucionou o negócio
O destaque entre suas criações é o Frank Puxa-Penas, baseado no personagem Pica-Pau, que assumiu a função de puxar o carrinho de pipoca do comerciante pela orla do bairro Caiçara. Todas as invenções ganham vida na oficina que Éder mantém dentro de sua própria residência em Praia Grande.
Nascido em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, o artista vive há sete anos no litoral paulista e sempre demonstrou aptidão para trabalhos manuais. "A mesma habilidade que você tem de olhar uma nuvem e ver um carneiro, um cachorro, um lobo, assim eu tenho na sucata. Olho uma peça no chão e já faço o corpo de um robô só com aquela peça", descreve Éder, que também atua como soldador profissional.
Sustentabilidade e inovação no processo criativo
O artista plástico destaca que aproximadamente 80% dos materiais utilizados nas construções são provenientes de ferros-velhos, complementados por peças coletadas em oficinas mecânicas e pelas ruas da cidade. Essa abordagem sustentável não apenas reduz custos, mas também demonstra o potencial criativo dos resíduos que muitas pessoas consideram lixo.
A decisão de levar o robô Frank para as ruas surgiu como uma estratégia para se diferenciar da concorrência na praia. "Vi que a concorrência estava meio grande na praia, então falei: Vou criar algo que ninguém consiga copiar", relata o empreendedor.
Resultados impressionantes e mensagem ambiental
Além da estrutura fixa, o robô possui capacidade de movimento e consegue puxar o carrinho de pipoca através de uma central controladora. Essa iniciativa inovadora gerou um impacto comercial significativo: as vendas de Éder triplicaram na região, comprovando o sucesso de sua abordagem criativa.
O artista finaliza com uma reflexão sobre consumo consciente: "O que você acha que é lixo, não é lixo. Tudo você pode reciclar. Vamos reciclar, vamos botar a mão na consciência, para transformar e termos cada dia mais um mundo melhor". Sua história exemplifica como criatividade, sustentabilidade e empreendedorismo podem se unir para criar soluções inovadoras que beneficiam tanto o negócio quanto o meio ambiente.



