Escola gratuita de Londres revela talentos como Adele e Tom Holland
Escola gratuita de Londres revela talentos como Adele e Tom Holland

A BRIT School, localizada em Londres, parece ter descoberto a fórmula do sucesso para formar futuros artistas renomados. Cantoras como Amy Winehouse, Adele e Raye, além do ator Tom Holland, conhecido por interpretar o Homem-Aranha, são ex-alunos dessa instituição pública que se orgulha de ser gratuita. O ano de 2026 começou de forma especialmente promissora para essa escola de artes cênicas e criativas, situada em um bairro popular da capital inglesa, com o reconhecimento de Olivia Dean e Lola Young no Grammy Awards, realizado em Los Angeles.

Conquistas no Grammy e no Brit Awards

Olivia Dean venceu o prêmio de Artista Revelação do Ano, enquanto Lola Young conquistou o Grammy de Melhor Performance Pop Solo com a música "Messy". Ambas as ex-alunas também obtiveram sucesso no Brit Awards, a principal premiação musical britânica. "É extremamente emocionante", afirma Chris McInnes, ex-professor de ambas e diretor-adjunto de música na BRIT School. "Nunca nos atribuiremos o mérito do sucesso delas. Nosso papel é criar o melhor ambiente possível para que os alunos desenvolvam suas habilidades", acrescenta.

Estrutura e diversidade na BRIT School

Cerca de 1.500 jovens, com idades entre 14 e 19 anos, estudam na escola, onde cursam o equivalente ao ensino médio. Nos corredores da instituição, conhecida por sua diversidade cultural, é possível ver alunos cantando com talento evidente, enquanto outros trabalham em silêncio em um estúdio de gravação. Em uma das salas de aula, um grupo ensaia o musical "Six". Luke Crown, no teclado, e Naomi Simon, com microfone na mão, preparam-se para uma apresentação em maio. "Escolhi a BRIT School porque não há outro lugar onde se possa estudar música com tanta intensidade, nesse nível, e colocá-la no centro dos estudos", diz Luke, de 18 anos.

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Oportunidades para todos

Naomi, de 19 anos, já teve uma "oportunidade excepcional" graças à escola: participou do coro do novo álbum da cantora Raye. No entanto, nada disso seria possível se a escola fosse paga. "Minha família não tem muito dinheiro, então estar em um lugar onde o preço não é um problema é incrível", afirma. A escola, inaugurada no início dos anos 1990 no bairro de Croydon, no sul de Londres, é financiada em 80% pelo Estado. O restante do orçamento vem de patrocinadores, principalmente empresas, explica o diretor Stuart Worden. "Por que só quem tem recursos para comprar uma câmera deveria fazer cinema? Por que só quem pode pagar sapatilhas de dança deveria dançar? Todos deveriam poder se expressar por meio da arte", diz Worden, que trabalha na escola há 32 anos.

Trajetórias de sucesso

Na recepção da BRIT School, uma parede está coberta por fotos de ex-alunos com trajetórias diversas. Uma seção mostra que um deles se tornou coordenador de especialistas em cenas de ação no cinema, enquanto outro é técnico de iluminação no Eurovision, o festival europeu de canções. Chris McInnes organizou recentemente um encontro com ex-alunos que concluíram os estudos há dez anos. "Todos trabalham" com música, afirma. Nessa reunião, muitos estudantes que passaram pela instituição "falaram sobre como a escola os ajudou. É um grande orgulho para mim", acrescenta.

Reconhecimento e gratidão

Adele, Raye e Olivia Dean nunca perdem a oportunidade de destacar a importância da BRIT School em suas vidas. Durante a pandemia de covid-19, em 2020, Tom Holland deu "aulas de teatro online do seu quarto, porque queria retribuir o que havia recebido", conta o diretor. Um conselho que Chris McInnes dá aos seus alunos é: "sejam gentis com os outros. Há muitas pessoas talentosas. Portanto, se você não for confiável nem empático, ninguém vai querer trabalhar com você". Os professores ainda lembram de Adele, com 16 ou 17 anos, no palco durante o espetáculo de fim de ano. "Todos saíram dizendo que o que tinham acabado de ver era realmente algo especial", recorda McInnes.

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