Uma história que começou em campo de futebol
Imagine que uma das associações mais atuantes da Engenharia no Litoral Paulista nasceu durante uma pelada de futebol. Nos anos 80, um grupo de amigos engenheiros se reunia para jogar no Clube Náutico de Itanhaém. Nos intervalos do jogo, o arquiteto Tibor Geza Hary, o engenheiro Ivahy Carneiro de Saraiva e José Bobrovsky – que além de engenheiro era advogado – tiveram a ideia de fundar uma entidade com propósito social para reunir amigos e promover atividades de lazer.
Pouco tempo depois, diversos profissionais do Litoral Sul aderiram à proposta. Bobrovsky, responsável por formular o estatuto, foi eleito o primeiro presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos de Itanhaém (AEAI), permanecendo no cargo por quatro anos. O tempo passou e aquela ideia que surgiu num campo de futebol transformou-se em uma instituição séria e respeitada.
Gestão atual com foco na sociedade
Localizada no coração do Centro de Itanhaém, a AEAI vive um momento de fortalecimento institucional sob a liderança da engenheira Elisângela Freitas, que comanda a gestão 2024-2026. O propósito central é aproximar a engenharia e a arquitetura da sociedade, promovendo iniciativas voltadas à capacitação profissional, educação técnica, sustentabilidade e desenvolvimento local.
O vice-presidente Hilman Edward Kruger, engenheiro civil com 20 anos de associação, destaca: "O que mais me marcou na AEAI foi perceber a força que existe quando profissionais se unem em torno de um propósito comum. A associação é um espaço onde engenheiros e arquitetos podem trocar experiências, aprender uns com os outros e discutir caminhos para melhorar a prática profissional".
Diretoria comprometida com a cidade
A diretoria da AEAI é formada por profissionais voluntários de diferentes áreas. Eduardo Cesar Mota, diretor financeiro e ex-presidente, filiado desde 1996, comenta: "São 30 anos participando ativamente e uma das principais conquistas é a aproximação da entidade com a sociedade civil, de mostrar o quanto a associação é importante, porque os profissionais na área da arquitetura, da engenharia, os técnicos em edificação, eles estão diretamente ligados à qualidade de vida das pessoas".
Cláudio Rodrigues, diretor de Capacitação, enfatiza o programa AEAI Capacita, que busca oferecer formação técnica constante: "Como diretor sempre buscamos trazer novos eventos para os associados, cursos e treinamentos seja nas questões legais, práticas ou tecnológicas. Sempre é um desafio saber o que trazer, conseguir um palestrante ou alguém para dar o treinamento e trabalhar o engajamento dos profissionais".
Preservação histórica e desenvolvimento urbano
Rony Adão Dias, diretor administrativo, destaca o papel da associação na cidade: "Tenho uma afinidade muito grande com a Associação, sou um apaixonado. Tento da maior forma possível participar, estar dentro, somando, porque eu acredito que isso aqui é uma entidade muito forte, muito representativa dentro da cidade".
Vinicius Camba de Almeida, ex-presidente por dois mandatos e atual conselheiro deliberativo, além de secretário de Planejamento Urbano e Obras Públicas de Itanhaém, ressalta: "Com a participação e promoção de eventos de requalificação profissional, eventos em locais públicos, com a participação não somente de técnicos, mas como de estudantes, e a sociedade civil, nos conectamos com tudo. Tento contribuir com a presidência fazendo o elo da entidade junto ao poder público e a própria sociedade civil".
Futuro promissor para a engenharia local
A AEAI tem se destacado por projetos como a requalificação das fachadas dos prédios particulares do centro histórico de Itanhaém, demonstrando seu compromisso com a preservação do patrimônio histórico da cidade. A associação também atua como ponte para transferência de conhecimento tecnológico em áreas onde o executivo municipal apresenta deficiências.
Uma engenharia e uma arquitetura fortes significam cidades mais bem planejadas e uma melhor qualidade de vida para todos, e esse é o propósito que a Associação de Engenheiros e Arquitetos de Itanhaém busca expandir por todo o Litoral Paulista, mantendo viva a chama acesa há quatro décadas em um simples campo de futebol.



