A vira-lata Dalila, que conquistou a 'casa própria' em Boituva (SP), acaba de ganhar mais uma melhoria no imóvel. Os tutores instalaram uma lâmpada aquecedora para proteger a cadela durante o inverno. A casinha também recebeu nova pintura e decoração personalizadas.
Detalhes da melhoria
Além do aquecedor, o espaço conta com telhado deslizante, forro, paredes de tijolo e pintura exclusiva. A tutora Aline Duarte Freitas, de 24 anos, explicou que a ideia da proteção térmica surgiu ao perceberem que, apesar de a casinha ser fresca no verão, ficava muito gelada nos dias frios.
“A Dalila já tem a caminha dela e três cobertores lá dentro, mas para garantir o conforto total e a saúde dela nas noites mais frias, decidimos que o aquecedor seria o toque final de cuidado que faltava”, comentou Aline.
Equipamento seguro
Para manter o conforto térmico, Aline e o marido, Luan Oliveira Freitas, de 31 anos, instalaram um equipamento usado também para répteis. Para evitar o contato direto da cadela com a lâmpada, o casal colocou um lustre de proteção ao redor e conectou um termostato, que permite controlar a temperatura do ambiente.
Antes da instalação, o casal pesquisou sobre o uso desse tipo de aquecimento para garantir a segurança de Dalila. O equipamento foi isolado para evitar riscos de queimaduras ou outros acidentes.
“Esse aparelho tem um sensor que fica dentro da casinha e mostra qual é a temperatura. Por ele, conseguimos programar e ajustar. A lâmpada de cerâmica funciona emitindo calor infravermelho por radiação, aquecendo o ambiente e o corpo do animal de forma uniforme, sem emitir luz. Isso é ótimo porque não atrapalha o ciclo de sono e o descanso noturno da Dalila”, explicou a tutora.
Adaptação imediata
Aline conta que o imóvel antigo de Dalila não oferecia conforto ou segurança, e que nos dias de frio ou chuva forte, ela precisava ficar dentro da casa dos tutores. Agora, a vira-lata é a orgulhosa proprietária de sua nova casa.
“Ela simplesmente adorou, se sentiu a verdadeira dona do pedaço. Virou uma brincadeira nossa. A gente pergunta: ‘cadê sua casa, Dalila? Mostra para a gente’, e ela sai correndo, entra na casinha e fica lá dentro, toda metida, orgulhosa e feliz mostrando o espaço dela. A adaptação foi imediata. Assim que ela percebeu que era dela, nunca mais quis saber da casinha antiga”, compartilhou Aline.
Apesar de a casinha ficar no quintal da residência, o casal busca garantir conforto e aconchego para Dalila. No espaço, a cadela tem uma cama e três cobertores. “A Dalila só dorme fora de casa. Nós acreditamos muito na importância de tratar cachorro como cachorro, respeitando a natureza e o espaço dela. Isso faz uma diferença enorme para a saúde mental do animal: ajuda a criar independência, evita problemas como ansiedade de separação e deixa o cão mais seguro e equilibrado”, citou.
Cuidados com pets no frio
Com a chegada do período mais frio do ano, tutores reforçam os cuidados para manter os pets aquecidos. Muitos animais vivem em áreas externas e ficam mais expostos às baixas temperaturas. A veterinária Giovanna Del Cistia explicou formas de proteger os animais do frio e alertou para os cuidados necessários com a saúde dos pets.
“Pode sim usar o aquecedor de cerâmica desde que se tenha alguns cuidados, como manter em um local que o cachorro não alcance, sem contato direto, tomando cuidado com fios e eletricidade. O ideal é que seja um aquecedor com regulagem de temperatura para evitar superaquecimento”, afirmou.
A especialista explica que os animais começam a sentir frio a partir dos 15°C. Em temperaturas iguais ou inferiores, o ideal é mantê-los dentro de casa. Quando não for possível, os tutores devem oferecer cobertores e colchões para aquecer os pets.
“Os animais peludos costumam ter uma proteção térmica maior, porém eles também podem sentir frio e devem ser protegidos da mesma forma. O animal com frio, geralmente, fica mais quieto e procura lugares para se aquecer”, explicou.
Sinais de alerta
Com a queda das temperaturas, alguns pets podem apresentar sintomas de doenças relacionadas ao frio. Segundo a veterinária, há aumento de casos de doenças respiratórias e gripes, além da intensificação de dores em animais com artrite ou artrose.
“A falta de apetite ou animal muito quieto pode ser sinal de dor. Deve-se ficar atento a secreções nasais ou oculares e alterações respiratórias como tosse, espirro ou animal ofegante”, alertou.
Orientações práticas
Para os animais que não gostam de banho, a notícia é boa: a veterinária orienta que os tutores evitem banhos em dias frios, deixando-os apenas para situações necessárias. Nesses casos, o recomendado é usar água morna e secar bem o pet, sem utilizar secadores muito quentes para evitar irritações na pele.
A especialista também orienta evitar passeios nos horários mais frios do dia, como pela manhã e no início da noite, além de manter os animais agasalhados. Manter o pet aquecido, oferecer alimentação adequada e manter a vacinação em dia também são cuidados importantes durante o período de baixas temperaturas.
Gatos também precisam de cuidado
O aconchego já faz parte da rotina de Gabriely de Sousa Ramos, de 21 anos, moradora de Iperó (SP). Ela é tutora dos gatos Kali, de 2 anos, e Chico, de 1 ano, e percebe que os animais ficam mais carinhosos nos dias frios.
“Os dois dormem de cobertores e sempre que está frio eles gostam de contato físico”, disse. No quarto de Gabriely há um aquecedor, e para manter uma temperatura mais agradável, ela mantém portas e janelas fechadas. Pela casa, os gatos também contam com tapetes que ajudam no equilíbrio térmico.
“No frio eles ficam mais carinhosos, gostam mais de contato humano para se aquecerem e passeiam menos pela casa”, comentou Gabriely.



