As equipes da Subsecretaria de Proteção e Bem-Estar Animal de Tupã deram início, nesta segunda-feira (09), a um importante censitário canino no município. A ação, que integra as estratégias de monitoramento e controle da leishmaniose visceral, envolve a coleta de sangue de cães para exames específicos que identificam a presença da doença infecciosa, transmitida pela picada do mosquito-palha.
Detalhes da operação em andamento
O trabalho teve início no conjunto habitacional Jamil Dualibi, onde os agentes percorrem as residências casa a casa. Eles realizam o levantamento detalhado dos animais e coletam amostras de sangue, que são encaminhadas para análise no Instituto Adolfo Lutz, na unidade de Marília, responsável pelo diagnóstico laboratorial.
Além da coleta nos cães, as equipes executam um inquérito ambiental minucioso nas propriedades visitadas. Mesmo nos imóveis onde não há animais, os quintais são vistoriados para identificar possíveis focos de proliferação do mosquito-palha. Os agentes avaliam a presença de matéria orgânica acumulada, folhas, entulho ou outros materiais que possam favorecer a reprodução do inseto transmissor.
Expansão para outras áreas prioritárias
De acordo com o subsecretário de Direitos Animais, Renan Gonella, nesta semana as ações também serão realizadas no conjunto habitacional Papa João Paulo II. A programação prevê ainda visitas a outros bairros da região leste da cidade, além de áreas da zona sul, como a Vila Santa Rita de Cássia.
"Esses locais foram priorizados por registrarem maior incidência de casos de leishmaniose", explicou Gonella. O trabalho permite identificar precocemente possíveis casos e orientar a população sobre medidas preventivas essenciais.
Entendendo a leishmaniose e sua prevenção
A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa causada por um protozoário e transmitida pela picada do mosquito-palha. Os cães são considerados os principais reservatórios do parasita no ambiente urbano, o que torna o monitoramento da população canina uma estratégia crucial para o controle da doença.
Entre os sintomas que podem aparecer nos animais estão:
- Emagrecimento progressivo
- Queda de pelos em áreas específicas
- Feridas na pele que não cicatrizam adequadamente
- Crescimento exagerado das unhas
- Apatia e falta de energia
- Aumento do volume abdominal
Ao identificar qualquer sinal suspeito, o tutor deve procurar orientação de um médico-veterinário imediatamente. A Prefeitura também reforça orientações sobre cuidados preventivos que ajudam a reduzir o risco de contaminação:
- Manter os quintais sempre limpos e organizados
- Evitar o acúmulo de folhas, restos orgânicos e fezes de animais
- Manter abrigos de cães devidamente higienizados
- Utilizar coleiras repelentes específicas contra o mosquito-palha
- Evitar que os animais permaneçam em locais úmidos e sombreados com grande presença de matéria orgânica
A subsecretaria enfatiza que a participação ativa da população é fundamental para o sucesso das ações de controle da leishmaniose. Permitir o acesso das equipes às residências e adotar medidas simples de prevenção no dia a dia são passos decisivos para proteger tanto os animais quanto a comunidade humana dessa doença que representa um desafio significativo para a saúde pública.



