Macaco-aranha resgatado em Curuá após ser criado ilegalmente em residência
Macaco-aranha resgatado em Curuá após cativeiro ilegal

Macaco-aranha é resgatado em Curuá após anos de cativeiro ilegal em residência

Um macaco-aranha foi resgatado no município de Curuá, localizado no oeste do estado do Pará, após ser encontrado sendo criado ilegalmente em uma residência. O animal foi transferido nesta quinta-feira, dia 5, para o zoológico de Santarém, também na região oeste do estado, onde receberá cuidados especializados.

Operação policial descobre animal durante busca e apreensão

De acordo com informações do capitão da Polícia Militar, Jesus Ferreira, o macaco-aranha foi apreendido durante uma ação policial que inicialmente tinha outro objetivo. Durante uma busca e apreensão, os agentes localizaram o animal, que era mantido em cativeiro desde filhote por uma família na área urbana de Curuá.

O resgate e a destinação adequada do animal contaram com o apoio integrado de várias instituições, incluindo a Polícia Civil, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Curuá e o Zoológico da Unama, conhecido como ZooUnama. Essa colaboração foi essencial para garantir o bem-estar do macaco após a apreensão.

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Animal perdeu instintos naturais devido à criação inadequada

Segundo relatos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o macaco, que recebeu o nome de Carminha, perdeu grande parte de seus instintos naturais devido ao longo período em que foi criado em ambiente doméstico. O animal apresenta comportamentos atípicos para a espécie, como não se alimentar de frutas, que são parte fundamental de sua dieta natural em vida selvagem.

Em vez disso, Carminha foi condicionado a consumir alimentos totalmente inadequados, como café com pão, o que compromete sua saúde e capacidade de readaptação. O capitão Jesus Ferreira explicou que "a retirada precoce da natureza compromete muito a readaptação" e destacou que "quando o animal já está bastante humanizado, a reintegração ao habitat natural se torna extremamente difícil".

Transferência para Santarém e cuidados no zoológico

Após a apreensão, o macaco-aranha foi inicialmente encaminhado aos cuidados da Secretaria de Meio Ambiente de Curuá. Conforme explicou o secretário Antônio Carlos Lavor, o animal aguardou cerca de um mês por uma vaga disponível no zoológico de Santarém antes de ser transferido para a instituição.

A equipe do ZooUnama informou que Carminha chegou recentemente ao local e já apresenta sinais evidentes de estresse. Por esse motivo, foi imediatamente acionado o protocolo de quarentena, conforme detalhou o professor Hipócrates Chalkidis, responsável técnico pelo zoológico.

O objetivo inicial dos especialistas é tentar um processo gradual de readaptação em um espaço controlado e adequado às necessidades da espécie. Caso não seja possível a reintegração à natureza, o animal deverá permanecer sob cuidados permanentes no zoológico, onde receberá alimentação correta e monitoramento veterinário contínuo.

Caso é encaminhado à Justiça como crime ambiental

O caso já foi formalmente encaminhado à Justiça, por se tratar de um crime ambiental. A manutenção de animais silvestres em cativeiro sem autorização é uma infração grave, que pode resultar em penalidades legais para os responsáveis. As autoridades reforçam a importância de denunciar situações similares para proteger a fauna brasileira.

Este incidente em Curuá serve como um alerta sobre os impactos negativos da criação ilegal de animais selvagens, que não só prejudica a saúde dos espécimes, mas também afeta o equilíbrio dos ecossistemas locais.

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