Luisa Mell critica almoço de paca servido por Janja a Lula e pede ação do Ibama
Luisa Mell critica almoço de paca de Janja e pede ação do Ibama

Polêmica envolvendo almoço de paca servido por Janja a Lula gera críticas de Luisa Mell e pedido de investigação

A apresentadora e ativista dos direitos dos animais Luisa Mell publicou um vídeo com duras críticas ao almoço preparado pela primeira-dama, Rosangela da Silva, Janja, para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no domingo de Páscoa. O motivo da controvérsia foi o prato servido: carne de paca, um animal silvestre brasileiro que, segundo a ativista, teve seu consumo incentivado de forma inadequada.

Críticas de Luisa Mell e a questão da "carne de caça"

No vídeo, Luisa Mell destacou um trecho em que Janja menciona o uso de "bastante tempero verde, algumas ervas, porque carne de caça pede ervas". A ativista afirmou ter ouvido a gravação repetidas vezes para confirmar a expressão. "Ela falou carne de caça e eu já escutei esse vídeo mil vezes para ter certeza", disse Mell, ressaltando que, após a polêmica, Janja comentou que a carne não era de caça, mas sim de um criador legalizado pelo Ibama.

Mell reconheceu que o consumo de carne proveniente de produtores legalizados não é crime, mas argumentou que a primeira-dama, ao usar o termo "carne de caça", incentivou indiretamente a caça ilegal do animal, que é proibida por lei. "Qual o objetivo dessa porcaria, Janja? Qual o objetivo disso daqui? Você acha o que vai acontecer com esse seu post? Está incentivando, sim, a caça, está incentivando, sim, as pessoas a consumir animal silvestre", declarou a ativista em parte da gravação.

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Além das críticas, Luisa Mell solicitou que o Ibama apresente o certificado de autorização para comercialização de paca do local que forneceu a carne para Janja, visando garantir a transparência e a legalidade do processo.

Contexto legal e posicionamento da oposição

Pela legislação brasileira, especificamente o artigo 29 da lei 9605/1998, é crime matar, perseguir, caçar ou utilizar espécimes da fauna silvestre sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade competente. A pena para quem descumprir a legislação varia de detenção de seis meses a um ano, além de multa. No entanto, é permitida a comercialização da carne por aqueles autorizados pelas autoridades ambientais, como no caso de criadouros legalizados.

O assunto também foi abordado pela oposição no Congresso Nacional. O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), encaminhou um pedido de apuração ao Ministério do Meio Ambiente para investigar a origem da carne recebida por Janja. Em trecho do documento, o parlamentar afirmou: "Requeiro que sejam solicitadas informações e adotadas as medidas cabíveis para apuração de possível prática de infração ambiental, em decorrência de indícios de utilização de animal silvestre, cuja proteção é assegurada pela legislação brasileira".

Implicações e repercussões do caso

A polêmica gerada pelo almoço de paca servido por Janja a Lula levanta questões importantes sobre:

  • Consumo de animais silvestres: A discussão envolve a legalidade e a ética do consumo de carne de espécies nativas, mesmo quando provenientes de fontes autorizadas.
  • Papel das autoridades públicas: A atitude de figuras públicas, como a primeira-dama, pode influenciar comportamentos na sociedade, especialmente em temas sensíveis como a caça e a proteção animal.
  • Fiscalização ambiental: O caso destaca a necessidade de transparência e rigor na fiscalização de criadouros legalizados, para evitar abusos e garantir o cumprimento da lei.

Enquanto Janja defende que a carne foi um presente de um produtor legalizado, as críticas de Luisa Mell e o pedido de investigação por parte da oposição mostram que o episódio ainda deve gerar debates e possíveis ações legais nos próximos dias.

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