Pesquisadores registraram pela primeira vez um gato-mourisco (Herpailurus yagouaroundi) em uma reserva ambiental da Serra Gaúcha. O flagrante ocorreu no dia 14, em Veranópolis, durante uma pesquisa de estudantes do Programa de Pós-Graduação em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.
Registro inédito na RPPN
As imagens foram capturadas na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Serra Parque Jaboticaba, uma Unidade de Conservação federal. O mestrando Juliano Holderbaum, que realiza sua pesquisa na área, destacou a importância do registro: "Esse registro representa uma vitória para a conservação, pois agora temos certeza que todos os felinos prováveis ainda estão presentes na região".
Segundo Holderbaum, este era o único dos cinco felinos com ocorrência provável na reserva que ainda não havia sido documentado. Os outros quatro felinos já registrados na RPPN são o gato-maracajá, o gato-do-mato-pequeno, a jaguatirica e o puma. "Ele é um animal difícil de registrar em vida livre", completou o pesquisador.
Características do gato-mourisco
O gato-mourisco, também conhecido como jaguarundi, é considerado vulnerável à extinção. A espécie mede entre 48 e 83 cm de comprimento, com uma cauda entre 27 e 59 cm, e pesa de 3,7 a 9 kg, sendo os machos maiores que as fêmeas. A coloração da pelagem varia do preto, marrom, cinza, areia e marrom-avermelhado, com cores intermediárias e olhos castanhos mais comuns.
Apesar de serem habilidosos para se locomover em árvores, preferem caçar no chão, na maioria das vezes sozinhos, embora aceitem outros na mesma área, principalmente em cativeiros. Podem se alimentar de praticamente tudo, incluindo mamíferos de pequeno e médio portes, cobras, lagartos, aves, insetos, peixes e anfíbios.
O registro é considerado uma vitória para a conservação da espécie na região, confirmando a presença de todos os felinos prováveis na reserva.



