Equoterapia da PM transforma vidas com mais de 6 mil atendimentos no Pará
Equoterapia da PM transforma vidas no Pará

O serviço de equoterapia desenvolvido pelo 2º Batalhão de Missões Especiais (2º BME) da Polícia Militar do Pará, em Santarém, tem transformado a rotina de dezenas de famílias ao oferecer atendimentos voltados à reabilitação física, emocional e social de pessoas com deficiência. O projeto funciona no quartel de cavalaria da corporação, localizado no bairro do Maracanã.

Mais de 6 mil atendimentos em 10 anos

Criada há uma década, a iniciativa já realizou mais de 6 mil sessões e atendeu cerca de 150 famílias, segundo o médico veterinário e major da PM, Yuri Kobayashi. “Há 10 anos atrás, aqui em Santarém, iniciou-se um sonho com o objetivo de mudar vidas, e atualmente é o serviço de equoterapia do Segundo Batalhão de Missões Especiais”, destacou o major.

Como funciona a equoterapia

A equoterapia utiliza o cavalo como instrumento terapêutico em um trabalho interdisciplinar que reúne profissionais de diferentes áreas, como fisioterapia, psicologia e equitação. De acordo com a fisioterapeuta Ana Quemel, o movimento realizado pelo cavalo é um dos principais benefícios do tratamento. “O cavalo é utilizado nesse processo por conta do movimento tridimensional que ele proporciona a quem está montado nele. Esse movimento simula a marcha humana. Então, aquele praticante que não anda, a gente vai promover essa marcha, e aquele que anda com alguma dificuldade, a gente vai estimular para que ela melhore”, explicou.

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Além dos ganhos físicos, a terapia também contribui para o desenvolvimento emocional, cognitivo e comportamental dos praticantes. A psicóloga Taissa Sena explica que a atividade auxilia no fortalecimento da socialização e da autonomia. “A gente consegue alcançar a habilitação, a reabilitação de novas estruturas, uma ampliação de um novo repertório comportamental e atingir a socialização”, afirmou.

O papel dos equitadores

O trabalho também conta com a atuação dos equitadores, responsáveis pela condução dos cavalos durante as sessões. Para o sargento Luis Silva, participar do processo de reabilitação é motivo de orgulho. “Para nós, equitadores, trabalhar com o cavalo e promover a reabilitação dos praticantes é muito gratificante. É a nossa maior missão”, disse.

Como participar do projeto

O serviço atende em livre demanda. O primeiro passo para participar é realizar a inscrição no projeto e tirar dúvidas diretamente com a equipe de terapeutas. Atualmente, há lista de espera. Quando chamado, o praticante deve apresentar os laudos médicos solicitados pela equipe para iniciar os atendimentos.

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