Cupins podem intoxicar cães e gatos: veterinária alerta sobre riscos em dias úmidos
Cupins intoxicam pets: veterinária alerta sobre riscos

Cupins representam risco de intoxicação para cães e gatos, alerta especialista

A revoada de cupins, também conhecidos como siriris ou aleluias, é um fenômeno comum em dias quentes e úmidos, especialmente após períodos de chuva. Embora esses insetos não transmitam doenças diretamente, a ingestão por parte de cães e gatos pode levar a quadros de intoxicação, conforme alerta a médica veterinária Paula Prata, de Sorocaba, no interior de São Paulo.

Perigos ocultos nos insetos

O principal risco não está nos cupins em si, mas nos contaminantes que eles podem carregar. Fungos ou resíduos de inseticidas presentes no ambiente podem aderir aos insetos, tornando-os perigosos quando ingeridos por animais de estimação. Paula Prata explica que os pets são naturalmente curiosos e podem ser atraídos pelos cupins durante suas brincadeiras ou explorações.

"Os insetos surgem em grande quantidade em períodos mais úmidos e costumam atrair facilmente a atenção dos cães e gatos, que acabam ingerindo os cupins por curiosidade ou brincadeira. Com isso, eles podem causar alterações gastrointestinais e diversas reações nos pets", detalha a veterinária.

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Sinais de intoxicação a serem observados

A ingestão de poucos cupins geralmente resulta apenas em um desconforto leve, mas a situação se agrava quando os insetos estão contaminados. Os tutores devem ficar atentos aos seguintes sintomas, que podem indicar intoxicação:

  • Vômitos frequentes
  • Fezes amolecidas ou diarreia
  • Salivação excessiva
  • Coceira intensa na região da boca
  • Inquietação ou agitação incomum

Em casos mais raros, podem surgir sinais como tremores, apatia ou falta de apetite, principalmente se houve ingestão em grande quantidade ou contato com substâncias tóxicas no ambiente.

Exemplo real e orientações práticas

Raquel Silveira, moradora de Sorocaba, compartilhou sua experiência com a gata Nina, que vive perseguindo cupins nas portas de madeira de sua casa. "A Nina, minha gatinha preta, vive mordendo as portas atrás deles. Mas vamos trocar algumas portas e já estamos de olho nela", relata.

Diante de situações como essa, a orientação da especialista é clara: retirar o animal do local imediatamente para evitar que continue ingerindo os insetos. É crucial monitorar o comportamento do pet nas horas seguintes. Caso apareçam sintomas como vômitos, diarreia ou tremores, o responsável deve procurar atendimento veterinário sem demora.

"Não é recomendado medicar por conta própria, pois alguns medicamentos podem piorar o quadro", adverte Paula Prata.

Medidas preventivas para proteger os pets

A prevenção é a melhor estratégia para evitar que os animais comam cupins. Durante os períodos de chuva, é importante:

  1. Apagar luzes externas próximas às janelas, pois os cupins são atraídos por iluminação
  2. Utilizar telas de proteção em aberturas
  3. Evitar deixar os pets soltos em áreas com grande concentração de insetos

Locais com excesso de madeira, jardins com entulhos, frestas em paredes ou umidade elevada favorecem a proliferação de cupins. Nessas condições, os tutores devem redobrar a atenção, especialmente com cães, gatos e pets não convencionais, que têm tendência a caçar ou comer insetos.

A veterinária finaliza reforçando a importância da vigilância: "É fundamental observar os pets e tomar medidas preventivas para garantir sua segurança e bem-estar".

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