Cão 'General' se torna peão fundamental em rodeio internacional no Rio Grande do Sul
O Rodeio Internacional de Xangri-lá, realizado no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, é reconhecido pela sua estrutura de alta qualidade e pelo nível competitivo das provas campeiras. Entretanto, na edição que se encerrou no último final de semana, um membro inusitado da equipe de manejo de gado roubou a cena e chamou a atenção tanto dos laçadores quanto do público presente: o cão General.
Integrante essencial da equipe de trabalho
O cachorro General é uma parte fundamental do trabalho desenvolvido durante as competições, integrando uma equipe formada por doze homens contratados especificamente para o manejo do gado. Ágil e atento, o animal atua diretamente no controle dos bovinos, ajudando a manter a organização e o fluxo adequado das provas. Essa tarefa é essencial em um rodeio que se consolidou como o segundo maior do estado gaúcho, ficando atrás apenas do tradicional evento de Vacaria, na Serra Gaúcha.
"Vale por dois peões", resume o tutor do animal, o produtor rural Ricardo Vieira, natural de Torres. O desempenho do cão foi tão impressionante que até arrancou elogios públicos do narrador Cândido Neto durante uma das provas realizadas no evento.
O crescimento do Rodeio Internacional de Xangri-lá
O Rodeio Internacional de Xangri-lá, que encerrou suas atividades no domingo (29), transformou-se na sensação atual entre os laçadores. Em apenas treze anos de existência, o evento deixou de ser apenas estadual e passou a atrair competidores de diversos países. As inscrições para os chamados passaportes, que permitem a disputa nas principais modalidades, abriram no dia 16 de fevereiro a partir das 8h e se esgotaram em tempo recorde: foram 600 vagas preenchidas em menos de dois minutos, mesmo havendo procura para mais de mil interessados.
Para Sérgio Norato, coordenador da parte campeira do rodeio, a organização impecável, a infraestrutura de qualidade e a excelência do gado utilizado são fatores determinantes para o sucesso do evento. Um exemplo claro desse rigor é a existência de uma cláusula contratual firmada com o produtor rural que aluga as rezes para as provas campeiras. Essa cláusula estipula uma multa de R$ 400,00 para cada boi considerado "baldoso", ou seja, que mexe a cabeça no momento exato da laçada, o que prejudica significativamente a mira do laçador. Outra multa é aplicada caso os animais não estejam prontos para entrar na pista no horário marcado para cada modalidade específica.
O papel do General na dinâmica do evento
A presença do cão General não é apenas uma curiosidade, mas sim um componente funcional que contribui para a eficiência operacional do rodeio. Sua habilidade em auxiliar no manejo dos animais demonstra como a integração entre técnicas tradicionais e recursos inovadores pode otimizar eventos dessa magnitude. O animal se tornou um símbolo da dedicação e do profissionalismo que caracterizam o Rodeio Internacional de Xangri-lá, reforçando sua reputação como um dos mais importantes do sul do Brasil.



