Criadores de Bacabal enfrentam perdas significativas com ataques misteriosos a rebanhos
Produtores rurais do município de Bacabal, localizado a aproximadamente 240 quilômetros de São Luís, no Maranhão, estão acumulando prejuízos consideráveis após uma série de ataques atribuídos a um animal selvagem ainda não identificado. Os incidentes, que vitimaram ovelhas e cabras, foram registrados em cinco propriedades distintas, resultando na morte de mais de 40 animais.
Dificuldades no registro das ocorrências e relatos dos afetados
Os criadores envolvidos manifestaram frustração ao não conseguirem registrar boletins de ocorrência na delegacia local, o que complica a formalização das perdas e a busca por soluções. Adairton Sousa Lopes, um dos produtores impactados, compartilhou sua experiência alarmante. Sua propriedade, situada próxima ao Centro da cidade, foi alvo dos ataques mesmo com a presença constante de barulho do trânsito e movimentação de pessoas.
"Dos 25 animais que eu possuía, apenas três sobreviveram", afirmou Lopes, destacando a gravidade da situação que afeta diretamente sua subsistência e a de outros criadores da região.
Suspeitas sobre a origem dos ataques e ações das autoridades
Em entrevista concedida à TV Mirante, a Secretária Municipal de Meio Ambiente de Bacabal informou que equipes técnicas já foram enviadas ao local para investigar os casos. A suspeita inicial é de que o animal responsável pelos ataques seja algum tipo de felino, possivelmente deslocado devido a alterações ambientais.
Segundo a secretaria, os episódios estariam relacionados ao alto nível de desmatamento na área, que força predadores a perderem seu habitat natural e a buscarem alimento em zonas habitadas, explicou a representante, conectando a crise à degradação ambiental.
Encaminhamentos institucionais e responsabilidades
Quando questionado pela TV Mirante, o governo do estado do Maranhão esclareceu que, em situações como essa, os órgãos competentes para serem acionados são a Secretaria Municipal de Agricultura e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Essa orientação visa garantir uma resposta coordenada entre as esferas municipal e federal para lidar com emergências envolvendo fauna silvestre e impactos na agropecuária.
Os ataques continuam a gerar apreensão entre os criadores, que aguardam medidas concretas para proteger seus rebanhos e evitar novas perdas econômicas. A comunidade local espera que as investigações avancem rapidamente para identificar o animal e implementar estratégias de prevenção, enquanto reflete sobre os efeitos do desmatamento na convivência entre humanos e vida selvagem.



