Terceiro suspeito é preso por morte de jovem após boato de furto de panela em Mogi das Cruzes
Terceiro suspeito preso por morte após boato de panela em Mogi

Terceiro suspeito é preso por morte de jovem após boato de furto de panela em Mogi das Cruzes

A Polícia Civil de Mogi das Cruzes efetuou, nesta terça-feira (24), a prisão do terceiro suspeito de participar do assassinato de Gabriel Rodrigues da Silva Santos, um jovem de 22 anos que foi agredido até a morte em agosto de 2025. O crime, que chocou a comunidade do Jardim Margarida, ocorreu após a circulação de um boato infundado de que a vítima teria furtado uma panela de pressão.

Detalhes da prisão e investigação

Segundo informações do delegado Rubens José Angelo, do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), o suspeito foi localizado e preso no litoral paulista, marcando um avanço significativo nas investigações. Com esta nova prisão, resta apenas um indivíduo foragido, enquanto dois adolescentes já haviam sido apreendidos no ano passado em conexão com o caso.

A investigação revelou que o crime foi motivado por um rumor no bairro, mas apontou que, na realidade, Gabriel havia recebido uma panela usada de uma vizinha, desmentindo a acusação de furto. O jovem faleceu devido a um traumatismo cranioencefálico grave após ser brutalmente espancado.

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Contexto do crime e agressões

O episódio ocorreu no dia 14 de agosto de 2025, quando um vídeo mostrando as agressões circulou amplamente nas redes sociais, gerando comoção pública. De acordo com o relato do delegado Angelo, um dos adolescentes apreendidos confessou sua participação e demonstrou frieza durante a oitiva, chegando a chorar. "Ele agride a vítima por motivo fútil, por motivo banal, e chega a agredir até o pai da vítima, que estava ali para tentar cessar as agressões. No vídeo, ele desfere uma paulada nas pernas do pai da vítima. É um absurdo", destacou o delegado.

As prisões anteriores ocorreram em outubro do mesmo ano: um adolescente se entregou após estar foragido e passar por vários esconderijos, enquanto outro foi apreendido na capital paulista no dia 31 de outubro.

Sequência dos fatos e resposta policial

Após a agressão, a família levou Gabriel para casa, onde a Polícia Militar foi acionada. Os familiares informaram que o jovem foi atacado por várias pessoas, mas não souberam identificar os agressores. Diante da gravidade dos ferimentos, os policiais chamaram o resgate, mas, após tentativas de reanimação, a equipe médica confirmou o óbito.

O caso foi registrado inicialmente como lesão corporal e morte suspeita no 2º Distrito Policial de Mogi das Cruzes, evoluindo para uma investigação de homicídio que continua em andamento para capturar o último suspeito restante.

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