A Justiça de São Paulo converteu, no sábado (25), a prisão em flagrante de Mario Augusto Annunziata em preventiva, após audiência de custódia. O homem, que possui registro como CAC (Colecionador, Atirador e Caçador), é acusado de atirar em uma mulher trans e um porteiro em Santo André, na Grande São Paulo. Durante o interrogatório, ele permaneceu em silêncio.
O crime ocorreu na madrugada de sexta-feira (24), na Rua Marina, no bairro Campestre. Mario Augusto foi autuado em flagrante por dupla tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil. A vítima trans, Roberta, de 24 anos, foi baleada na cabeça à queima-roupa, enquanto o porteiro Aparecido Donizeti, de 69 anos, foi atingido nas pernas ao sair do estabelecimento após ouvir os disparos. Ambos foram socorridos e sobreviveram.
Detalhes da investigação
Imagens de câmeras de segurança, obtidas pela TV Globo, mostram Mario Augusto atirando em Roberta, que cai no chão, e em seguida o homem foge correndo. A polícia localizou o suspeito na empresa do pai, na Zona Leste de São Paulo, após identificar o veículo usado no crime por meio de câmeras de monitoramento. O carro, uma caminhonete Fiat Toro preta, foi encontrado na casa da família do suspeito.
Os policiais apreenderam uma pistola calibre 9 mm, apontada como a arma do crime, além de outra arma calibre .380, carregadores e diversas munições. Uma testemunha reconheceu o suspeito como autor dos disparos e afirmou que ele frequentava o local. Segundo a testemunha, o crime pode ter sido motivado por uma acusação de furto de celular envolvendo a vítima trans.
Reações e desdobramentos
A polícia informou que o suspeito desceu do carro aparentemente alterado e efetuou disparos de forma deliberada contra as vítimas. A conversão da prisão em flagrante para preventiva garante que Mario Augusto permaneça detido durante as investigações. O caso gerou comoção e reacendeu o debate sobre a violência contra pessoas trans no Brasil.



