Rodrigo Neves de Souza, preso sob acusação de matar a companheira Agatha Sofia da Silva, de 25 anos, será submetido a julgamento popular pelo Tribunal do Júri em Nazaré Paulista, interior de São Paulo. O crime ocorreu em setembro do ano passado. De acordo com a investigação policial, Rodrigo levou a vítima a uma área de mata na região e a estrangulou utilizando cabos e fios. Em seguida, arrastou o corpo para um local coberto por vegetação e tentou ocultar o homicídio.
Decisão judicial e agravantes
O juiz Julio César Medeiros de Carneiro entendeu que existem indícios suficientes para que o acusado responda por feminicídio, com agravantes como asfixia e impossibilidade de defesa da vítima. A prisão preventiva de Rodrigo foi mantida enquanto ele aguarda o julgamento, cuja data ainda não foi definida.
Confissão e arrependimento
Rodrigo foi preso dias após o crime e confessou o assassinato em depoimento à Polícia Civil. Na ocasião, afirmou estar arrependido: “Vou pagar pelo que fiz. Errei muito”, disse, conforme depoimento obtido pela Rede Vanguarda. O corpo de Agatha foi localizado pela polícia após o rastreamento do veículo utilizado pelo suspeito.
Relacionamento e provas
Segundo a Polícia Civil, o relacionamento entre os dois durava cerca de sete anos. Imagens de câmeras de segurança flagraram Agatha saindo de casa atrás do companheiro no dia do desaparecimento, não sendo vista com vida posteriormente. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que a causa da morte foi asfixia mecânica e constrição cervical.
Posição da defesa
A defesa de Rodrigo Neves de Souza informou, por meio de nota, que analisará a decisão judicial e as medidas processuais cabíveis dentro dos prazos legais. Os advogados ressaltaram que, por respeito ao sigilo profissional e à estratégia adotada nesta fase do procedimento do Tribunal do Júri, não comentarão teses, recursos ou outros desdobramentos do processo no momento. Também destacaram que o acusado segue amparado pelos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório.



