Estudante agredido com taco de arame em Itararé recebe alta com paralisia
Estudante agredido com taco de arame recebe alta com paralisia

Um estudante de 22 anos, vítima de uma violenta agressão no interior de São Paulo, finalmente recebeu alta hospitalar. O jovem foi atacado por um grupo de homens no dia 1° de janeiro, em Itararé, e sofreu graves ferimentos, incluindo um traumatismo craniano. A informação sobre a alta foi confirmada pela família no último sábado, 10 de janeiro.

Detalhes da agressão e estado de saúde

O pai da vítima, que preferiu não ter a identidade revelada, contou ao g1 que o filho ficou com o lado direito do corpo totalmente paralisado após o ataque. Os agressores utilizaram garrafas e um taco envolto com arame farpado durante a discussão, que foi registrada por câmeras de monitoramento.

As imagens, que circularam a partir da segunda-feira, 5 de janeiro, mostram o momento em que um dos agressores desfere um soco no jovem. Em seguida, a vítima é atingida por uma garrafa, cai no chão e é brutalmente agredida. Inicialmente socorrido na Santa Casa de Itararé, o estudante foi transferido para um hospital em Itapeva, onde os exames confirmaram o traumatismo craniano e um coágulo sanguíneo na cabeça.

Longa recuperação pela frente

De acordo com a família, o jovem agora se recupera gradualmente em casa, mas enfrenta sérias sequelas. Além da paralisia no lado direito do corpo, ele sofre com confusão mental e perda de memória. A recuperação exigirá um longo processo, incluindo sessões de fisioterapia para tentar reabilitar os movimentos perdidos.

O caso foi registrado na delegacia como tentativa de homicídio e segue sob investigação da Polícia Civil. Até o momento, duas pessoas já foram presas sob suspeita de participação no crime. As autoridades trabalham para identificar outros envolvidos e apurar os motivos que levaram à discussão e à violência extrema.

Investigação em andamento

A polícia analisa as imagens do circuito de segurança e busca por mais testemunhas para reconstituir os fatos ocorridos na virada do ano. A brutalidade do crime, com o uso de um objeto contundente adaptado para causar mais danos, chocou a comunidade local e levantou alertas sobre a violência urbana na região.

Enquanto isso, a família do estudante se concentra em seu tratamento, esperando por progressos na recuperação das funções motoras e cognitivas afetadas pela agressão. O caso serve como um triste reflexo das consequências devastadoras que atos de violência podem causar na vida de uma pessoa e de toda a sua comunidade.