Pastor tem celular roubado após quebra de vidro do carro no Centro de São Paulo
O pastor William Antonio Monteiro foi vítima de um roubo na manhã do dia 4 de fevereiro, quando um indivíduo quebrou o vidro de seu carro e levou seu aparelho celular. O crime ocorreu às 9h41 na Rua do Glicério, no Centro de São Paulo, enquanto a vítima estava parada no trânsito, a caminho de uma consulta médica.
Câmera registra ação rápida e ousada dos criminosos
Uma câmera instalada dentro do veículo do pastor capturou o momento em que o suspeito se aproximou, estilhaçou o vidro e fugiu a pé com o celular em poucos segundos. O incidente, cometido em plena luz do dia, reflete um padrão recorrente na região, onde criminosos aproveitam o trânsito lento para atacar motoristas e roubar objetos de valor.
O programa Fantástico deste domingo já havia mostrado casos semelhantes contra outras vítimas na mesma Rua do Glicério, destacando a frequência desses crimes. William relatou ao g1 que a situação o pegou de surpresa: “De repente, a gente ouve um barulho muito alto. De primeira impressão, eu achei que alguém tinha batido no carro, mas depois você vê uma mão entrando e puxando o que alcança. No meu caso, levaram o celular”, explicou.
Vítima sente impotência diante da falta de ação imediata
O pastor afirmou que, por estar com o cinto de segurança e no trânsito parado, não conseguiu reagir. “Você está com o cinto, no trânsito parado, sem reação. Na hora você pensa em sair atrás, mas começa a calcular o risco e decide não sair”, disse. Ele ainda mencionou que havia uma base policial próxima, mas não houve nenhuma ação imediata: “Eu tinha uma viatura a uns 100 metros atrás e uma base comunitária logo à frente. Mesmo assim, não teve nenhuma ação imediata”.
O g1 procurou a Secretaria da Segurança Pública para comentar o caso e aguarda um posicionamento. Além do prejuízo material, William destacou o impacto emocional e prático da perda: “Não é só o bem. Hoje a gente carrega a vida dentro do celular: documentos, informações, tudo trava. Você fica sem saber o que fazer”.
Rastreamento leva a ‘ninho de celulares’ conhecido pela polícia
Dias após o crime, a vítima conseguiu rastrear o aparelho, que indicava um endereço na Rua Guaianases, no Centro de São Paulo, local conhecido como “ninho de celulares” por concentrar produtos roubados. A Polícia Civil já realizou operações nessa área pelo menos desde 2017. “O rastreamento mostrou que o celular estava naquele lugar que aparece nas reportagens, o ‘ninho do celular roubado’. A gente sabe onde está, mas não consegue acessar”, lamentou William.
Ele expressou sentimento de impotência diante da repetição dos crimes: “Está tudo acontecendo na frente de todo mundo, e a população fica de mãos atadas. Eu não fui o primeiro e nem vou ser o último”. Além disso, o pastor relatou que, após o roubo, voltou a ser alvo dos criminosos por meio de mensagens com tentativa de golpe, onde simulavam comunicações oficiais para acessar o aparelho.
Especialistas recomendam registro imediato de boletim de ocorrência
William Monteiro ainda não registrou boletim de ocorrência, pois está tentando encontrar o IMEI do celular, número de registro digital que protege o dispositivo. No entanto, especialistas reforçam que o ideal é que as vítimas procurem uma delegacia o quanto antes para formalizar o registro, o que auxilia nas investigações e no mapeamento desse tipo de crime.
Este caso evidencia os desafios de segurança urbana em São Paulo, onde crimes rápidos e ousados continuam a afetar cidadãos, mesmo em áreas com presença policial. A repetição de incidentes similares na Rua do Glicério sugere a necessidade de medidas mais eficazes para combater essa modalidade criminosa.



