Discussão por regras em cachorródromo do Ibirapuera termina em agressão a casal
Briga em cachorródromo do Ibirapuera termina em agressão a casal

Discussão por regras em cachorródromo do Ibirapuera termina em agressão a casal

Um casal foi agredido por um homem no cachorródromo do Parque Ibirapuera, na Zona Sul de São Paulo, durante uma discussão sobre as regras de uso do espaço no último domingo (22). O conflito começou quando um cachorro de grande porte, aparentemente da raça pitbull, entrou na área reservada para animais pequenos, provocando o desentendimento que culminou em violência física.

Relato das vítimas e viralização nas redes

Segundo a advogada animalista e ativista Giuliana Di Schiavi, que tomou conhecimento do caso através de marcações em redes sociais e grupos de WhatsApp, as vítimas relataram que estavam na área destinada a cães de porte pequeno quando o homem chegou com seu animal. O casal pegou seus dois cachorros pequenos por receio, o que irritou o homem, que começou a caçoar deles.

"Eles me contaram que a mulher chegou a explicar que havia uma entrada específica do outro lado para cães de grande porte, sem necessidade de passar pela área dos pequenos", afirmou Giuliana ao g1. Foi então que o homem partiu para a agressão, dando um soco no namorado e arrastando a mulher no chão, conforme relato das vítimas.

Giuliana divulgou um vídeo do incidente em seus perfis, pedindo mais fiscalização no local. A publicação alcançou impressionantes 1 milhão de visualizações, ampliando a discussão sobre segurança nos espaços públicos para animais.

Falta de contenção e registro policial

A advogada relatou que ninguém conseguiu segurar o agressor até a chegada da polícia. Um boletim de ocorrência por lesão corporal foi registrado, mas até a noite de segunda-feira (23) a identidade do homem ainda era desconhecida.

"O parque não pediu documento e nem segurou ele para a chegada da polícia", criticou Giuliana. Ela também questionou a estrutura do local: "O portão que divide os dois cachorródromos não deveria existir, para não misturar porte pequeno com porte grande".

Posicionamento oficial do Parque Ibirapuera

Em nota divulgada nas redes sociais, o Parque Ibirapuera, administrado pela empresa Urbia, lamentou profundamente o ocorrido e repudiou qualquer forma de violência dentro do parque. A administração afirmou que:

  • Sua equipe se dirigiu imediatamente ao local para prestar apoio à vítima
  • Ofereceu todo o suporte necessário e orientações para registro do boletim de ocorrência
  • Comunicou prontamente as autoridades policiais
  • Colocou as imagens do sistema de monitoramento à disposição da polícia

A nota reforçou que o policiamento ostensivo e a investigação são atribuições das forças policiais e da Justiça, mas que a equipe do parque atua imediatamente quando acionada. A administração também anunciou que intensificará a fiscalização no cachorródromo e as comunicações sobre as regras de convivência, além de continuar solicitando à Prefeitura o reforço do efetivo da Guarda Civil Metropolitana.

Impacto e reflexões sobre convivência

O caso levantou importantes questões sobre:

  1. A necessidade de fiscalização mais efetiva nos espaços públicos para animais
  2. A importância do respeito às regras de convivência estabelecidas
  3. A responsabilidade coletiva pela segurança em áreas compartilhadas
  4. A estrutura física dos cachorródromos e sua adequação às diferentes necessidades

"A convivência harmoniosa depende do compromisso coletivo com as regras e com o cuidado com o próximo", destacou a administração do parque em sua nota, reafirmando o compromisso com um Ibirapuera seguro, acolhedor e respeitoso para todos.