Policial civil atira em adolescente em João Pessoa e é considerado foragido pela polícia
Policial civil atira em adolescente em João Pessoa e é foragido

Policial civil atira em adolescente em João Pessoa e foge; polícia investiga caso

A Polícia Civil de João Pessoa solicitou formalmente à corregedoria da instituição informações detalhadas sobre a conduta de um policial que atirou em um adolescente na última quinta-feira, dia 5. O superintendente da Polícia Civil da capital paraibana, Cristiano Santana, confirmou o fato durante uma coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira, 6 de setembro.

"Estão sendo requisitadas informações à corregedoria da Polícia Civil para fornecimento de todas as informações sobre a conduta dele", declarou Santana, enfatizando a seriedade com que o caso está sendo tratado pelas autoridades policiais.

Suspeito é identificado e considerado foragido

Segundo informações da TV Cabo Branco, o policial civil envolvido no incidente foi identificado apenas como Fernando e está lotado na 8ª Delegacia Distrital de João Pessoa, localizada no Bairro das Indústrias. Atualmente, ele é considerado foragido pela polícia, que intensificou as buscas para localizá-lo e prendê-lo.

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O episódio violento ocorreu no bairro Valentina de Figueiredo, após uma discussão acalorada entre o policial e o adolescente. O jovem, que estava acompanhado da namorada de 15 anos no momento do ocorrido, foi atingido de raspão por um dos disparos efetuados pelo agente. Acompanhante do adolescente não sofreu ferimentos durante o confronto.

Investigação avança com depoimentos e provas colhidas

O superintendente Cristiano Santana informou que já foram colhidos o depoimento do adolescente vítima do ataque e diversos outros elementos probatórios essenciais para a elucidação do caso. As equipes policiais seguem empenhadas em encontrar o suspeito, que continua foragido.

"Paralelamente, foram colhidos elementos de prova com o auxílio da vítima e hoje permanece essa continuidade de interrogar, no caso, o policial, e realizar exames. Aí tem a questão também da arma que será apreendida e encaminhada para os exames periciais", detalhou Santana sobre os procedimentos investigativos em andamento.

Adolescente registrou discussão em vídeo antes dos tiros

Imagens gravadas pelo próprio adolescente mostram o momento tenso da discussão que antecedeu os disparos. De acordo com relatos da família do jovem, ele e a namorada haviam saído da escola e, ao começar a chover, decidiram se abrigar embaixo de uma árvore próxima à residência de um idoso.

O idoso, identificado posteriormente como o policial civil aposentado, não teria gostado da presença dos adolescentes e sacou uma arma. Foi nesse instante que o adolescente acionou a câmera do celular para registrar a situação ameaçadora.

Durante a discussão, o homem efetuou dois disparos. O primeiro tiro atingiu a região da cintura do adolescente, enquanto o segundo, segundo relato do próprio jovem, era direcionado à namorada, mas ele se interpôs e o projétil acertou seu peito de raspão.

Vítima e familiares relatam trauma e medo

A namorada do adolescente baleado, que preferiu não se identificar, descreveu o momento dos disparos como aterrorizante e afirmou não conhecer o agressor. "A gente ficou muito assustado, não queríamos sair de qualquer jeito. Pensa que não, ele vai, aponta a arma para ele. Em nenhum momento a gente não conhecia ele, foi do nada ele chegou lá ameaçando eu e ele para poder sair do local", declarou a jovem, ainda abalada pela experiência.

A mãe do adolescente, que também optou pelo anonimato, revelou que conhece o idoso envolvido e foi informada sobre os disparos pela namorada do filho. Ela acompanhou o jovem durante todo o processo de atendimento médico e prestação de depoimento às autoridades.

Adolescente recebe atendimento médico e presta depoimento

Após o ocorrido, o adolescente foi socorrido e encaminhado ao Hospital do Ortotrauma de Mangabeira, conhecido como Trauminha, onde recebeu atendimento médico especializado e posteriormente recebeu alta. Em seguida, ele passou por exame de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica (IPC) e prestou depoimento na Central de Polícia, sempre acompanhado pela mãe.

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Até o momento, o policial civil aposentado suspeito do crime não se apresentou à delegacia para prestar esclarecimentos, mantendo-se foragido enquanto a Polícia Civil continua suas investigações para localizá-lo e responsabilizá-lo judicialmente pelos atos de violência praticados contra o adolescente.