Mulher morre após ser baleada pela PM em abordagem após briga de trânsito em Lagoa Santa
Mulher morre após ser baleada pela PM em abordagem em Lagoa Santa

Mulher morre após ser baleada pela Polícia Militar durante abordagem em Lagoa Santa

A artista plástica Sergiane Raquel Ferreira Domingos, de 39 anos, faleceu nesta sexta-feira (27) após ser baleada pela Polícia Militar durante uma abordagem em Lagoa Santa, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vítima estava internada desde o dia 17 de março, quando foi atingida pelos disparos durante a ação policial.

Discussão no trânsito antecedeu a abordagem

De acordo com o boletim de ocorrência, momentos antes da intervenção policial, a mulher teria mostrado um revólver para um motociclista durante uma discussão de trânsito. O condutor da moto relatou que foi ameaçado por Sergiane após uma manobra mal executada na pista, quando ela exibiu a arma de fogo com intuito de intimidá-lo.

Com base nas características descritas pelo motociclista, os militares localizaram e abordaram o veículo conduzido pela artista plástica. Segundo o registro policial, durante a abordagem, a motorista demonstrou nervosismo e tentou fugir do local.

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Versão da Polícia Militar sobre os disparos

Conforme a versão apresentada pela PM, durante a abordagem, um soldado observou que a mulher portava um revólver. Ela teria sido baleada ao desobedecer às ordens para manter as mãos sobre o volante e realizar um movimento brusco para pegar o armamento.

Após os disparos, a suspeita foi socorrida e encaminhada para a Santa Casa de Lagoa Santa com ferimentos no tórax, abdômen, braço e perna. O estado de saúde da vítima se agravou ao longo das semanas, culminando em seu falecimento nesta sexta-feira.

Drogas encontradas no veículo e na residência

O boletim de ocorrência registra que, após a abordagem, foram encontrados no carro da mulher:

  • 60 pinos de substância semelhante à cocaína
  • 42 pedras de crack
  • 12 buchas de maconha

Além disso, na residência da suspeita, a polícia localizou cinco barras de maconha. A arma que estava com a mulher era um revólver com numeração raspada, conforme informado pela Polícia Militar.

Investigações em andamento

A perícia da Polícia Civil e a Corregedoria da Polícia Militar foram acionadas para apurar todos os detalhes do caso. As investigações buscam esclarecer as circunstâncias exatas da abordagem, os motivos que levaram aos disparos e a procedência das drogas encontradas.

Até o momento, não há informações disponíveis sobre a data e local do velório e sepultamento da vítima. Familiares confirmaram o óbito, mas preferiram não se manifestar publicamente sobre o caso.

O incidente ocorrido em Lagoa Santa reacende o debate sobre os protocolos de abordagem policial e o uso da força por parte das autoridades de segurança pública. A comunidade aguarda os resultados das investigações para compreender melhor as circunstâncias que levaram a esta trágica fatalidade.

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