Guarda Municipal suspeita de agredir jovem em Itapetininga: vítima tem risco de cegueira
Guarda Municipal suspeita de agredir jovem em Itapetininga

Guarda Municipal suspeita de agredir jovem em Itapetininga: vítima tem risco de cegueira

A Polícia Civil e a Prefeitura de Itapetininga, no interior de São Paulo, instauraram um inquérito para apurar a conduta de dois guardas municipais suspeitos de agredir violentamente um jovem de 22 anos no centro da cidade. O caso, que ocorreu no dia 29 de março, está sendo investigado pela Delegacia Seccional de Itapetininga e pode resultar em graves consequências para a vítima, que apresenta risco de perda permanente da visão.

Detalhes da agressão e internação hospitalar

Segundo o boletim de ocorrência, a mãe do jovem recebeu uma ligação informando que o filho estava internado no Hospital Léo Orsi Bernardes (HLOB). A vítima teria sido abordada pelos agentes próximos a uma adega, colocada em uma viatura da Guarda Civil Municipal e levada para uma área de mata, onde teria sido agredida. "Meu filho estava perto das 'três escolas', próximo à Praça Peixoto Gomide. Chegaram duas viaturas da GCM e levaram ele para uma área de mata. Bateram muito nele, levaram todo o dinheiro dele embora. Agora ele está em casa, mas ficou internado e bem debilitado", relatou a mãe ao g1.

A Polícia Civil esteve no hospital enquanto o jovem esteve internado e constatou diversos ferimentos na cabeça e escoriações na região dos olhos. O boletim de ocorrência registra: "A autoridade policial esteve no HLOB a fim de levantar maiores informações a respeito, e, em contato com a vítima, me foi dito que há riscos de perda da visão permanente (cegueira) em razão de fraturas na região dos olhos, escoriações e hematomas pelo corpo".

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Laudo médico aponta gravidade das lesões

O g1 teve acesso ao laudo médico do HLOB, que detalha a gravidade das lesões sofridas pelo jovem:

  • Acúmulo de sangue atrás do globo ocular
  • Fratura óssea em região muito fina dos olhos
  • Muco espesso nos seios da face, indicando inflamação
  • Cistos de retenção na região do rosto
  • Não há fratura na mandíbula

Durante depoimento às autoridades, o jovem relatou que furou um bloqueio com bombas de efeito moral realizado pelos guardas, pois seguia para casa e precisava passar pelo trecho interditado. A mãe afirma que câmeras de monitoramento da região registraram a abordagem, mas as imagens foram anexadas ao inquérito da Polícia Civil e não podem ser divulgadas no momento.

Investigações em andamento

Em nota enviada ao g1, a Prefeitura de Itapetininga afirmou que não compactua com qualquer conduta que esteja em desacordo com a lei e que abriu uma sindicância para apurar as supostas agressões. Já a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o caso é investigado pela Delegacia Seccional de Itapetininga.

O jovem já foi ouvido pelas autoridades, e os guardas civis investigados deverão prestar depoimento em breve. A vítima será chamada novamente à delegacia para realizar o reconhecimento dos envolvidos após os depoimentos dos suspeitos. O resultado do exame de corpo de delito está sendo analisado pelas autoridades policiais.

A investigação continua em andamento, com a Polícia Civil coletando provas e depoimentos para determinar a responsabilidade dos agentes envolvidos no caso. A situação do jovem permanece delicada, com acompanhamento médico necessário devido às graves lesões sofridas durante a suposta agressão.

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