Entregador de aplicativo é morto por Guarda Civil Metropolitana em São Paulo
Entregador morto por GCM em SP: tiro foi acidental, diz agente

Entregador de aplicativo é morto por Guarda Civil Metropolitana em São Paulo

Um entregador de aplicativo, identificado como Douglas Renato, de 39 anos, morreu após ser baleado por um guarda civil metropolitano na noite de sexta-feira (10), na Zona Sul de São Paulo. O caso ocorreu por volta das 19h, na Praça Reino do Marrocos, ao lado do Parque Ibirapuera, próximo ao portão 3.

Detalhes do incidente e investigação

De acordo com a investigação, o autor do disparo é o subinspetor da Guarda Civil Metropolitana (GCM) Reginaldo Alves Feitosa. Ele afirmou que o tiro foi acidental, ocorrido no momento em que descia da viatura. O agente chegou a ser preso em flagrante, mas pagou fiança de R$ 2 mil e responderá ao processo em liberdade.

A vítima, Douglas Renato, trabalhava como entregador e, segundo apurado, estava ouvindo música enquanto carregava pizzas e esfihas para uma entrega. Ele morreu no local, enquanto aguardava socorro.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Dinâmica do ocorrido

Segundo as informações da ocorrência, uma viatura da GCM havia sido acionada após relatos de furtos na região do parque. Durante patrulhamento, os guardas avistaram Douglas, que estava de bicicleta, e decidiram abordá-lo ainda em movimento.

O entregador usava fones de ouvido e, ao perceber a aproximação da viatura, acabou colidindo contra o veículo e caiu. Nesse momento, ao sair do carro, o subinspetor efetuou o disparo. Inicialmente, ele acreditou que o tiro havia sido direcionado ao barranco da praça.

A dinâmica só foi esclarecida após a chegada da equipe de resgate. Ao retirar as roupas da vítima, os socorristas identificaram dois ferimentos na região do tronco. O local foi isolado para a realização da perícia.

Consequências legais e histórico do agente

A bicicleta elétrica e a mochila do entregador foram apreendidas, assim como a arma do guarda civil. O caso foi registrado como homicídio culposo. O delegado responsável entendeu que houve imprudência e imperícia no manuseio da arma, em uma situação de estresse e movimento brusco, sem intenção direta de atingir a vítima.

Reginaldo Feitosa foi preso em flagrante, mas, como o crime é culposo e tem pena máxima inferior a quatro anos, a polícia arbitrou fiança. O valor foi pago, e ele responderá ao processo em liberdade.

O subinspetor tem registros anteriores na polícia. Em 2003, foi indiciado por tentativa de homicídio e chegou a ser preso em flagrante, mas respondeu em liberdade; o caso foi posteriormente arquivado. Em 2009, respondeu a um processo por crime de menor potencial ofensivo, também arquivado. No mesmo ano, foi investigado por abuso de autoridade, além de constrangimento ilegal e discriminação contra pessoa idosa. Assim como os demais, o inquérito foi arquivado.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar