Zezé Polessa: 'A violência continua, mas a mulher mudou' aos 72 anos
Zezé Polessa: violência continua, mas mulher mudou

A atriz Zezé Polessa, aos 72 anos, é a convidada do programa semanal da coluna GENTE, disponível no canal VEJA+ no YouTube e em plataformas de streaming. Na entrevista, ela aborda as transformações do papel da mulher na sociedade brasileira nos últimos cinquenta anos, com ênfase no feminismo e na violência de gênero.

Nara Leão e o espetáculo

Zezé Polessa está em cartaz no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro, com uma montagem sobre Nara Leão, ícone da música e cultura brasileira dos anos 1960-70. A peça chega à cidade 60 anos após o lançamento de 'A Banda', música de Chico Buarque interpretada por Nara, que dividiu o primeiro lugar com 'Disparada' de Jair Rodrigues no II Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, tornando-se um fenômeno de popularidade.

Feminismo e violência

Na entrevista, Polessa declara-se feminista: 'Eu sou, não tem como não ser. A gente ainda assim, por conta do que sofre e vê sofrer pelo nível de feminicídio, uma estatística monstruosa, tem que ser feminista.' Ela destaca que a violência contra a mulher persiste, mas a mulher mudou: 'A violência continua, mas a mulher mudou. A mulher mudou em relação a se defender e a ser feminista na prática.'

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A atriz relembra uma entrevista de Nara Leão, que dizia: 'Sem querer levantamos a bandeira do feminismo.' Segundo Polessa, na época era difícil assumir-se feminista, pois o ambiente era dominado por homens e muito violento. 'Hoje ainda continua violento, porque o homem ainda não se trata desse problema, que é estrutural (o machismo). Isso precisa ser tratado', completa.

Programa GENTE

O programa semanal da coluna GENTE vai ao ar toda segunda-feira. Pode ser assistido no canal da VEJA+ no YouTube; na Samsung TV Plus (canal 2075), LG Channels (canal 126), TCL Channel (canal 10031) e Roku (canal 221); ou na versão podcast no canal VEJA GENTE no Spotify.

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