Violência contra mulheres cresce assustadoramente enquanto medidas preventivas são negligenciadas
Violência contra mulheres cresce enquanto prevenção é negligenciada

Crescimento alarmante da violência contra mulheres expõe falhas nas políticas preventivas

Um assustador crescimento nos casos de violência contra a mulher, com o feminicídio representando o ápice na escala das gravidades, tem gerado diversas propostas de contenção do problema. No Congresso Nacional, acumulam-se projetos numerosos que, no entanto, evidenciam preocupação principalmente com o problema já consumado - quando a mulher já sofreu agressão.

Lei Maria da Penha completa 20 anos sem conter avanço da violência

A Lei 11.340, que se celebrizou como "Maria da Penha", acaba de completar 20 anos de vigência, mas a violência não apenas progrediu como ganhou contornos de uma crueldade nunca vista anteriormente. Especialistas apontam que a coleção de ineficácias se amplia com medidas questionáveis:

  • Direito da mulher portar spray de pimenta na bolsa para cegar momentaneamente o agressor
  • Uso de tornozeleira eletrônica para agressores após a violência já ter ocorrido

Ambas as medidas são consideradas de duvidoso resultado preventivo, pois não atacam as causas fundamentais do problema.

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Estatística perturbadora revela cenário doméstico

A primeira dificuldade sobre medidas preventivas revela uma estatística verdadeiramente perturbadora: 63% dos casos de agressão, seja física ou psicológica, ocorrem no âmbito doméstico, dentro de casa, no universo dos conflitos entre marido e mulher. Isso inclui a tortura da violência vicária, que transforma os filhos em instrumentos da guerra, dos escombros de agressões e separações.

"Como esperar que alguém bata à porta, na hora certa, para socorrer?", questionam especialistas, destacando a necessidade de políticas que atuem antes da violência se concretizar.

Falta educação das novas gerações na pauta legislativa

O que tem faltado na pauta dos legisladores e estudiosos da matéria é a efetiva preocupação com a educação das novas gerações de homens. É necessário atentar para o fato de que, em meio século, a mulher passou a dividir com eles os destinos da sociedade.

  1. Não existe mais atividade masculina que não possa compartilhar espaços com a população feminina
  2. A Constituição de 88 define direitos e deveres da família em partes igualitárias
  3. É preciso educar para sepultar os ciúmes e orgulhos do machismo atrasado

Os violentos, onde quer que estejam, precisam entender que a mulher moderna joga futebol, luta boxe, prende e solta, constrói, cria e empreende, comanda, legisla e faz obedecer. Homens mal formados têm nisso uma terrível humilhação e precisam ser educados para a nova realidade.

Raízes do problema e caminhos para solução

Salvo excepcionalidades de ordem psicológica, a violência praticada contra a mulher é resíduo do machismo selvagem, só vencido quando o companheiro entender que ela não é uma propriedade sua, que dela não é dono. Derrubar essa mentalidade demanda educação sistemática, tal como se viu em sociedades mais evoluídas, onde se bate muito menos e raramente se mata.

A violência doméstica exige uma abordagem multifacetada que combine:

  • Políticas públicas preventivas eficazes
  • Educação de gênero desde a infância
  • Fortalecimento da aplicação das leis existentes
  • Mudança cultural profunda na sociedade

Enquanto medidas paliativas continuarem predominando sobre ações preventivas estruturais, o cenário alarmante tende a persistir, colocando em risco a vida e a dignidade de milhões de mulheres brasileiras.

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