Vigilante é preso por suspeita de estupro contra sobrinha adolescente em Boa Vista
Um vigilante, de 32 anos, foi preso suspeito de cometer estupro contra a própria sobrinha, uma adolescente de apenas 14 anos, em Boa Vista, capital de Roraima. A prisão em flagrante ocorreu no bairro Asa Branca, localizado na zona Oeste da cidade, e foi oficialmente divulgada nesta terça-feira (14) pela Polícia Civil do estado.
Detalhes do crime chocam autoridades
Segundo a delegada Kamilla Basto, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a vítima havia passado o domingo (12) na cidade de Iracema e retornou a Boa Vista para cumprir um estágio como menor aprendiz na segunda-feira. A adolescente foi direto para a casa da avó, onde foi recebida pelo tio. Na residência, estavam apenas os dois naquele momento.
"Ela conta que fez sua higiene pessoal e que dormiu na mesma cama que o tio. Na madrugada de segunda-feira, por volta das 4 horas, acordou sentindo ser apalpada por ele, que estava por cima dela e tentava realizar a penetração", relatou a delegada Kamilla Basto com gravidade.
Reação da vítima e denúncia
Mesmo em estado de choque, a adolescente demonstrou coragem e conseguiu se defender, empurrando o suspeito para interromper a agressão. No mesmo dia, ela procurou abrigo na casa de uma amiga da família, onde entrou em contato com a mãe e revelou o crime sofrido.
A mãe, imediatamente, dirigiu-se à polícia para registrar um boletim de ocorrência, dando início à investigação. O vigilante foi localizado e preso na segunda-feira (13), após as primeiras diligências policiais.
Versão do acusado é refutada
Em seu depoimento, o homem negou veementemente a prática do crime. Ele alegou que estava trabalhando no horário do ocorrido e até indicou uma testemunha que poderia servir como seu álibi. Contudo, a pessoa citada pelo suspeito negou a versão apresentada, desacreditando sua defesa perante as autoridades.
O indivíduo foi autuado em flagrante pelo crime de estupro de vulnerável. A polícia destacou que a vítima estava dormindo no momento do ataque, o que reduz significativamente sua capacidade de reação e caracteriza claramente a condição de vulnerabilidade, agravando a situação legal do acusado.
Decisão judicial após audiência de custódia
O suspeito passou por audiência de custódia nesta terça-feira (14), onde a Justiça analisou os autos do caso. Diante da gravidade dos fatos e do risco à sociedade, a magistrada converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, mantendo o vigilante detido enquanto o processo segue seu curso legal.
Este caso reforça a importância dos mecanismos de denúncia contra a violência e o abuso sexual infantil, lembrando que canais especializados estão disponíveis para proteger as vítimas e responsabilizar os agressores.



