O presidente da Câmara de Vereadores de Barra do Bugres, em Mato Grosso, Laércio Noberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro, foi detido na tarde deste sábado (25), por volta das 13h, no bairro Porto, em Cuiabá. O parlamentar, que estava foragido, teve a prisão decretada no âmbito de uma investigação por violência doméstica.
Prisão e negação das acusações
O vereador negou as acusações de violência doméstica e afirmou que provará sua inocência na Justiça. Segundo ele, não houve agressão e o caso teria sido uma situação de defesa. O político disse ainda que não era casado com a mulher e que os dois mantinham apenas um relacionamento.
A prisão foi realizada por policiais militares do 10º Batalhão, com apoio de informações da população. Após a detenção, o parlamentar foi encaminhado à Central de Flagrantes do bairro Verdão, onde será registrado o boletim de ocorrência e feito o encaminhamento à Polícia Civil.
Detalhes do caso
Segundo as investigações, Júnior Chaveiro é acusado de amarrar e agredir a própria esposa no último sábado (18). Ele já havia sido afastado do cargo na Câmara Municipal de Barra do Bugres e também das funções partidárias pelo diretório estadual do Partido Liberal (PL).
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Fernando Marques, a agressão teria ocorrido na casa do vereador, por volta das 4h30, após um evento, em Barra do Bugres. Segundo o depoimento da vítima, o suspeito usou uma chave de rodas para cometer as agressões. Ela disse que não sabe o que motivou o ataque.
Decisão judicial e afastamento
Inicialmente, o pedido de prisão havia sido negado por um juiz plantonista. No entanto, após nova solicitação do Ministério Público, a decisão foi revista, e o mandado de prisão foi expedido pelo juiz responsável pelo caso. Na última quinta-feira (23), Laércio se apresentou na delegacia, onde prestou esclarecimentos e informou seu endereço. No entanto, após o mandado de prisão, a polícia foi até o local indicado e constatou que ele não estava mais lá.
Ainda nesta semana, o Partido Liberal (PL) e a Câmara Municipal decidiram afastar o vereador. A sigla também abriu um processo interno que pode resultar na expulsão definitiva do parlamentar.



