Tribunal de Justiça de São Paulo determina júri popular para caso de feminicídio em Taubaté
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu que Sthephan Johansson Marciano, acusado de assassinar a companheira Monique Helena Gabriel Teodoro a facadas em um hotel de Taubaté, vá a júri popular. A decisão foi publicada nesta terça-feira (14) e inclui a manutenção da prisão preventiva do réu, decretada pelo juiz Flavio de Oliveira Cesar devido à gravidade do delito e à necessidade de garantir a ordem pública.
Detalhes do crime e confissão do acusado
O crime ocorreu no dia 4 de janeiro deste ano, quando Monique, de 36 anos, foi esfaqueada aproximadamente 20 vezes em um quarto de hotel localizado na avenida Brigadeiro de Faria Lima, no Centro de Taubaté. Sthephan, de 40 anos, confessou o assassinato à polícia, alegando ciúmes após descobrir uma suposta traição, embora familiares da vítima tenham afirmado que o casal não era oficialmente casado. A vítima foi socorrida ainda com vida ao Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu aos ferimentos.
Investigações revelaram que Sthephan já havia tentado matar Monique em outubro de 2025, e ela possuía uma medida protetiva contra ele. O caso foi registrado como feminicídio, e uma faca encontrada no local do crime está sendo utilizada como prova. O hotel emitiu uma nota lamentando o ocorrido e informou que acionou a Polícia Militar imediatamente após ouvir gritos de socorro.
Reação da defesa e próximos passos jurídicos
Em nota, a advogada Rafaela Emilio, responsável pela defesa de Sthephan, reconheceu a gravidade dos fatos, mas afirmou que a sentença de pronúncia não reflete integralmente a veracidade dos eventos. A defesa anunciou que irá interpor recurso contra a decisão perante o TJ-SP, buscando a verdade real e a justiça no caso. O júri popular ainda não tem data marcada para ocorrer, e a prisão em flagrante do acusado foi convertida em preventiva durante audiência de custódia no dia seguinte ao crime.
Monique foi enterrada em Guaratinguetá, deixando para trás uma filha pequena que tinha com Sthephan. O caso continua sob investigação, destacando a violência doméstica e a importância das medidas protetivas para vítimas em situação de risco.



