Terceira prisão em três anos por violência doméstica contra a mesma vítima
Um homem de 26 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil na cidade de Campina Verde, no estado de Minas Gerais, na última segunda-feira, dia 2. O indivíduo é suspeito de agredir violentamente sua companheira, uma mulher de 21 anos, com um soco que causou um corte profundo na orelha da vítima, exigindo cinco pontos médicos para o tratamento do ferimento.
Histórico de reincidência e falha nas medidas protetivas
Esta detenção marca a terceira ocasião, em um período de apenas três anos, em que o mesmo homem é preso por cometer agressões contra a mesma mulher. Mesmo cumprindo pena em regime semiaberto e com uma medida protetiva judicial em vigor, o investigado voltou a praticar violência contra a companheira, demonstrando uma grave reincidência no comportamento agressivo.
Diante do evidente risco à integridade física e à vida da vítima, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do suspeito, com o objetivo principal de garantir a segurança da mulher e interromper o ciclo de violência que se perpetuava ao longo dos anos.
Detalhes da agressão mais recente e contexto familiar
De acordo com as investigações conduzidas pelas autoridades policiais, a agressão mais recente ocorreu após o homem ameaçar explicitamente matar a companheira utilizando um podão, um instrumento cortante. O episódio violento aconteceu na presença das duas filhas do casal, com idades de apenas 2 e 5 anos, o que agrava ainda mais a situação, expondo as crianças a cenas traumáticas de violência doméstica.
A apuração do caso também revelou que o agressor tentou coagir a mulher após a agressão, pressionando-a para que não fosse até a delegacia registrar a ocorrência e denunciar os fatos. Essa tentativa de intimidação reflete um padrão de controle e dominação frequentemente associado a casos de violência doméstica.
Histórico criminal e apelo das autoridades
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, o suspeito já havia sido detido anteriormente por crimes de violência doméstica nos anos de 2023 e 2024, sempre direcionando as agressões contra a mesma mulher. Na primeira ocorrência registrada, a vítima tinha apenas 17 anos de idade, indicando que a violência começou quando ela ainda era adolescente.
O delegado responsável pelo caso, Fúlvio Sampaio, reforçou a importância crucial de as vítimas de violência doméstica buscarem apoio e proteção junto às instituições competentes. “Conclamamos as mulheres para que encontrem amparo na Polícia Civil e em toda a rede de proteção disponível, incluindo o Ministério Público, o Judiciário, a Polícia Militar, a Defensoria Pública, a OAB e a Assistência Social, além do apoio familiar”, declarou o delegado.
Ele finalizou enfatizando a necessidade de romper com o ciclo de violência doméstica familiar, que muitas vezes se perpetua devido ao medo, à dependência emocional ou econômica, e à falta de acesso a recursos de proteção adequados.



