Tarcísio deseja que tenente-coronel acusado de feminicídio 'apodreça na cadeia'
Tarcísio sobre acusado de feminicídio: 'Apodreça na cadeia'

Tarcísio de Freitas exige punição severa para PM acusado de feminicídio

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, sua esperança por uma punição exemplar ao tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, preso preventivamente sob acusação de matar sua esposa, a soldado Gisele Alves Santana. Em declarações contundentes, Tarcísio afirmou: "A gente espera é que realmente haja a punição severa, é que ele perca realmente o posto, a patente", acrescentando: "A nossa ideia é que ele apodreça o resto da vida na cadeia."

Aposentadoria com salário integral gera controvérsia

As palavras do governador foram proferidas no mesmo dia em que a Polícia Militar do estado publicou uma portaria transferindo Geraldo para a reserva com salário integral. Em fevereiro deste ano, o salário do tenente-coronel foi de aproximadamente 29 mil reais, conforme dados do Portal da Transparência. No entanto, uma investigação em curso na Corregedoria da Polícia Militar pode culminar na expulsão de Geraldo da corporação, o que resultaria na perda do direito aos vencimentos.

Detalhes do caso de feminicídio

A soldado Gisele foi morta com um tiro na cabeça em fevereiro, no apartamento onde vivia com o tenente-coronel na zona leste da capital paulista. Inicialmente, Geraldo chamou a polícia alegando que a esposa teria cometido suicídio, versão que foi desmentida pela perícia. Vizinhos relataram ter ouvido o disparo da arma meia hora antes de o tenente acionar as autoridades, levantando suspeitas sobre a cronologia dos eventos.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

As câmeras de segurança do prédio registraram que policiais subordinados a Geraldo foram até o apartamento, onde teriam modificado a cena do crime. A necropsia da soldado também revelou marcas de agressão, indicando violência física prévia. Além disso, mensagens encontradas no celular dela mostraram uma rotina de violências verbais, comportamento que o Ministério Público classificou como "machista, agressivo, possessivo, manipulador e autoritário".

Geraldo foi preso preventivamente no último dia 18 e se tornou réu por feminicídio e fraude processual, com o caso ainda sob investigação para determinar a extensão das ações criminosas e possíveis cumplicidades.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar