Homem é suspeito de atear fogo na companheira em Aparecida de Goiânia; filha de 3 anos presenciou
Suspeito de atear fogo na esposa em Goiás; filha viu crime

Homem é suspeito de atear fogo na companheira em Goiás; filha de 3 anos testemunhou crime

Um homem é suspeito de ter colocado fogo no corpo da esposa, Emilli Vitória Guimarães, de 23 anos, em um caso chocante de violência doméstica ocorrido em Aparecida de Goiânia, região metropolitana de Goiânia. O crime, que aconteceu no dia 28 de janeiro, foi presenciado pela filha do casal, uma menina de apenas 3 anos, que relatou ter visto o pai atear fogo na mãe. A vítima segue internada em estado grave, com queimaduras extensas, respirando com ajuda de aparelhos na UTI de Queimados do Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira de Goiás (Hugol).

Versão do suspeito e descoberta da verdade

Inicialmente, o suspeito, identificado como Raffael Castro da Silva, tentou encobrir o crime ao afirmar à família da vítima que se tratava de um acidente doméstico. Ele alegou que Emilli sofreu queimaduras enquanto faziam o janto, após o álcool usado na pia ter explodido. No entanto, as investigações da Polícia Civil revelaram inconsistências nessa história, levantando suspeitas. O pai da vítima, Elton José Silva, ao questionar o genro e conversar com vizinhos, descobriu que brigas constantes marcavam o relacionamento do casal, indicando um histórico de violência.

A verdade veio à tona quando os avós levaram a neta, que estava no hospital, para uma lanchonete. Lá, ao ser perguntada pela esposa do avô sobre o ocorrido, a menina de 3 anos disse claramente: “Eu quero a mamãe. Papai jogou fogo na mamãe”. Essa declaração infantil, mas crucial, motivou a mãe da vítima, Pauliana Alves Guimarães, a buscar ajuda legal.

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Medida protetiva e investigações em andamento

Pauliana relatou à polícia que só soube do crime na sexta-feira, 30 de janeiro, através de uma cunhada, e que quando encontrou o suspeito no hospital, ele manteve a versão do acidente. Ela também informou que a filha já havia sido agredida anteriormente por Raffael, tendo ficado alguns dias em sua casa para se proteger. Com base nisso e no testemunho da criança, Pauliana procurou a Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher (Deam) para solicitar uma medida protetiva de urgência.

A Justiça concedeu a medida na terça-feira, 2 de fevereiro, conforme dados do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). Até o momento, não houve prisões relacionadas ao caso, que segue sendo investigado como violência doméstica contra a mulher. As autoridades estão analisando as evidências e depoimentos para determinar as responsabilidades criminais.

Estado de saúde da vítima e contexto social

Emilli Vitória Guimarães Lopes enfrenta uma luta pela vida, com seu estado geral de saúde classificado como grave devido às queimaduras sofridas. A internação na UTI destaca a gravidade do ataque e os riscos que a violência doméstica representa para a integridade física e psicológica das vítimas. Este caso reforça a importância de denúncias e medidas protetivas em situações de abuso, especialmente quando há crianças envolvidas, que podem carregar traumas profundos.

O g1 tentou contato com a Polícia Civil para obter mais detalhes, mas não recebeu retorno até a última atualização. A defesa do suspeito também não foi localizada para comentários. O episódio serve como um alerta sombrio sobre a violência de gênero no Brasil, onde casos como este ainda são frequentes, exigindo ações eficazes de prevenção e punição.

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