Homem é suspeito de agredir filha de 12 anos com cinto em Boa Vista
Um homem de 45 anos está sendo investigado pela Polícia Militar de Roraima por suspeita de agredir violentamente a própria filha, uma adolescente de apenas 12 anos, no bairro Raiar do Sol, zona Oeste de Boa Vista. O caso foi registrado nesta quarta-feira (11) após denúncia feita por uma das irmãs da vítima.
Agrediu filha com cinto e tentou enforcamento
Segundo o relato apresentado à polícia, o suspeito teria utilizado um cinto para agredir a menina e, em seguida, enrolou o mesmo objeto no pescoço da adolescente em uma tentativa de enforcamento. A irmã mais velha, uma estudante de 19 anos, conseguiu intervir e retirar o cinto do pescoço da vítima, momento em que as agressões cessaram.
Agressões foram filmadas por câmera de segurança
De acordo com o depoimento da irmã mais velha, o pai teria agredido a adolescente inicialmente em frente a uma câmera de segurança instalada dentro da residência. Ao perceber que estava sendo filmado, ele teria levado as duas irmãs para o quarto, onde continuou com as violências físicas contra a menina de 12 anos.
Motivação seria discriminação por orientação sexual
Em seu relato à Polícia Militar, o suspeito afirmou que as agressões foram uma forma de "disciplinar" a filha porque ela "estaria querendo virar bissexual". O homem teria dito aos policiais que estava preocupado com o fato da adolescente estar se envolvendo com outra menina na escola.
Controle rígido sobre as filhas
A irmã mais velha relatou ainda que o pai mantém um controle extremamente rígido sobre as filhas, não permitindo que saiam sozinhas de casa e monitorando todos os seus passos. Na noite anterior às agressões, terça-feira (10), ela ouviu o homem ameaçar e discutir com a irmã mais nova.
Histórico de violência familiar
Durante o depoimento na delegacia, a estudante de 19 anos informou que o pai tem um histórico de comportamento agressivo, tendo espancado todas as filhas e também a mãe, que atualmente trabalha em outro país. Ela revelou ainda que o homem possui uma arma de fogo "legalizada" em casa e já a utilizou para ameaçar os familiares.
Estado da vítima
A Polícia Militar informou que a adolescente de 12 anos estava muito nervosa e chorava ao lembrar do ocorrido. Ela apresentava lesões visíveis pelo corpo e foi acompanhada por uma conselheira tutelar durante todo o atendimento policial.
Suspeito se recusou a ir à delegacia
Os policiais militares relataram que o homem foi "convidado" a acompanhar a equipe até a delegacia para prestar esclarecimentos, mas ele se recusou, alegando que "teria afazeres" a cumprir. Como o crime não ocorreu no momento da abordagem e não havia situação de flagrante, os agentes registraram um boletim de ocorrência.
Crimes registrados
O caso foi registrado como maus-tratos, lesão corporal e prática de discriminação. A investigação segue em andamento para apurar todos os detalhes do ocorrido e tomar as medidas cabíveis contra o suspeito.



