Mães protestam em Valentim Gentil após bebê voltar de creche com hematomas e nariz fraturado
Protesto em creche de Valentim Gentil após bebê com hematomas

Mães protestam em Valentim Gentil após bebê voltar de creche com hematomas e nariz fraturado

Um protesto organizado por mães de alunos ocorreu na manhã desta segunda-feira (13), em frente à Prefeitura de Valentim Gentil, no interior de São Paulo. A manifestação foi motivada pelo caso de uma bebê de apenas um ano que retornou da creche municipal com hematomas pelo corpo e o nariz fraturado após passar o dia na instituição de ensino.

Caso recente gera indignação

Conforme relatos, na sexta-feira (10), os pais da criança procuraram a polícia para registrar um boletim de ocorrência. Eles afirmam que, na tarde de quinta-feira (9), receberam uma ligação da creche informando que a menina havia caído e machucado o nariz. Ao buscar a criança por volta das 15h, encontraram-na com o nariz avermelhado e inchado, além de diversas marcas pelo corpo.

A família levou a bebê a uma unidade de saúde em Votuporanga, onde um exame de raio-X confirmou a fratura nasal. No dia seguinte, ao retornar à creche para pedir explicações, a direção informou não estar presente no momento do ocorrido. A cuidadora responsável pela sala alegou que a menina tropeçou no tatame e bateu o rosto contra a parede, em um tombo que aparentava ser leve e sem sangramento.

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Falta de câmeras preocupa famílias

A versão apresentada pela cuidadora é contestada pela família, que expressa preocupação com a ausência de câmeras de monitoramento na instituição. A Prefeitura de Valentim Gentil, responsável pela creche, informou que iniciou a implantação de câmeras na unidade, com cobertura em todas as salas, mas o caso já havia sido registrado na Polícia Civil.

A bebê passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), e as mães participantes do protesto destacam que este não é um caso isolado. Elas cobram respostas do poder público e alegam que situações semelhantes já ocorreram em outras instituições de ensino do município.

Caso anterior envolvendo adulto com paralisia cerebral

Durante entrevista à TV TEM, a dona de casa Cássia Diogo Martins relatou um episódio ocorrido em 2025 com seu filho Murilo, de 33 anos, que tem paralisia cerebral e estuda no Centro Educativo Amor e Paz (CEAP). Ela afirma que o filho chegou em casa com um hematoma em um dos olhos, que ficou roxo no decorrer do fim de semana.

"Consta nos laudos que houve uma lesão e eu só queria uma explicação, que ainda não me deram", disse Cássia. Na época, Murilo passou por exame de corpo de delito no IML, e um boletim de ocorrência foi registrado. No entanto, conforme apurado pela TV TEM, como não havia câmeras de monitoramento na instituição, a denúncia foi arquivada por falta de provas.

Respostas das autoridades

A Prefeitura de Valentim Gentil explicou que o caso de Murilo foi investigado em um processo administrativo, mas o procedimento foi encerrado devido à insuficiência de evidências. Em nota sobre o caso recente da bebê, a prefeitura afirmou se solidarizar com a família e que o caso está sendo apurado para que as medidas necessárias sejam tomadas.

As mães continuam a pressionar por transparência e melhorias na segurança das creches municipais, exigindo que tais incidentes não se repitam e que haja responsabilização adequada quando ocorrem.

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