Professora é flagrada puxando cabelo de aluna de 4 anos em escola de Sorocaba
Professora puxa cabelo de aluna de 4 anos em Sorocaba

Professora é flagrada puxando cabelo de aluna de 4 anos em escola de Sorocaba

Uma professora foi flagrada por câmeras de segurança puxando o cabelo de uma aluna de apenas quatro anos em uma escola de Sorocaba, no interior de São Paulo. O caso, que ocorreu em fevereiro, veio à tona após a criança relatar a agressão aos seus pais, que imediatamente registraram um boletim de ocorrência por maus-tratos. O g1 teve acesso exclusivo às imagens que comprovam o ato de violência.

Relato da criança e confissão da educadora

Segundo o boletim de ocorrência, a menina contou aos pais que a professora a puxou pelo cabelo até sua cabeça encostar em um colchão e, em seguida, pediu para que ela "não contasse sobre o ocorrido para os pais". Confrontada sobre a situação, a educadora admitiu ter puxado o cabelo da criança, mas alegou que foi "sem força". A escola pertence ao Banco de Olhos de Sorocaba e foi criada para cuidar dos filhos dos funcionários da instituição.

Medidas judiciais e segredo de Justiça

A família da criança agredida optou por não se identificar. Em nota, o advogado de defesa, Cleber Pereira Balestero, afirmou que já tomou todas as medidas judiciais necessárias sobre o caso. As imagens das câmeras de segurança foram anexadas ao processo. Balestero também reforçou que o caso está sob segredo de Justiça, medida que visa resguardar a imagem e a integridade psicológica da criança envolvida.

"A defesa técnica reafirma sua confiança nas instituições e no devido processo legal, aguardando a célere instrução processual para a efetiva responsabilização civil dos envolvidos, conforme os ditames da responsabilidade objetiva inerente aos estabelecimentos de ensino", finalizou o advogado.

Posicionamento da escola

O g1 questionou a escola sobre o caso e as providências tomadas em relação à professora. Em nota, a escola E-BOS esclareceu que não compactua com qualquer tipo de maus-tratos ou conduta que desrespeite a integridade física e emocional de seus alunos. A instituição afirmou que, até o momento, não foi comunicada oficialmente sobre a ocorrência mencionada, mas permanece à disposição para receber informações e apurar qualquer situação que venha a ser apresentada, adotando todas as medidas cabíveis, caso necessário.

O caso chama a atenção para a importância da vigilância e do cuidado com crianças em ambientes educacionais, especialmente em instituições que atendem funcionários de outras organizações. As imagens das câmeras de segurança servem como prova crucial no processo judicial que busca responsabilizar os envolvidos.