Professor da Faculdade de Direito da UFRJ é afastado por suspeita de assédio contra aluna
Um professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi afastado de suas funções após suspeitas de assédio contra uma aluna. O nome do docente não foi divulgado pelas autoridades, mantendo o sigilo necessário durante as investigações.
Decisão judicial e medidas protetivas
A decisão partiu do 5º Juizado de Violência Doméstica da capital fluminense, atendendo a um pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). Pela determinação judicial, o professor deve manter uma distância mínima de 200 metros da estudante e está proibido de estabelecer qualquer tipo de contato com ela, seja presencial ou virtual.
O processo corre sob segredo de Justiça, o que limita a divulgação de detalhes específicos sobre o caso. Essa medida visa proteger a integridade das partes envolvidas e garantir a imparcialidade das investigações em andamento.
Pressão estudantil e relatos de assédio
Um coletivo de estudantes vinha pressionando pelo afastamento do professor, alegando que os episódios de assédio ocorreram desde o ano passado. De acordo com relatos de alunas organizadas no coletivo, os incidentes teriam acontecido inclusive dentro da sala de aula, com a presença de outros estudantes como testemunhas.
Os estudantes destacaram a importância de denunciar casos de assédio no ambiente acadêmico, enfatizando a necessidade de um espaço seguro e respeitoso para todos os alunos. A mobilização do coletivo foi um fator significativo para levar o caso à atenção das autoridades competentes.
Posicionamento da UFRJ
A TV Globo procurou a UFRJ para obter um posicionamento oficial sobre o caso, mas a universidade não respondeu até a última atualização desta reportagem. A falta de resposta levanta questões sobre os protocolos internos da instituição para lidar com denúncias de assédio e a transparência no tratamento de tais situações.
Especialistas em direito educacional ressaltam que universidades têm a responsabilidade de investigar prontamente alegações de assédio e implementar medidas preventivas. O afastamento do professor, embora uma ação judicial, reflete a gravidade das acusações e a urgência em proteger a vítima.
Contexto e implicações
Casos de assédio em instituições de ensino superior têm ganhado maior visibilidade nos últimos anos, com um aumento nas denúncias e na pressão por respostas mais eficazes das autoridades. A decisão judicial no caso da UFRJ pode servir como um precedente para outras situações similares, incentivando vítimas a buscarem ajuda legal.
As medidas protetivas, como a distância mínima e a proibição de contato, são comuns em processos de violência doméstica e assédio, visando garantir a segurança imediata da vítima enquanto as investigações prosseguem. A aplicação dessas medidas em um ambiente acadêmico destaca a seriedade com que o judiciário está tratando tais casos.
O coletivo de estudantes planeja continuar monitorando o caso e pressionando por ações mais amplas da UFRJ para prevenir futuros incidentes. Eles defendem a implementação de políticas mais robustas de combate ao assédio e maior apoio às vítimas dentro da universidade.



