Justiça decreta prisão preventiva por feminicídio em Lorena
A Justiça decretou, nesta segunda-feira (20), a prisão preventiva de Antônio Marcos de Noronha Silva, de 47 anos, acusado de cometer feminicídio contra sua ex-companheira em Lorena, no interior de São Paulo. O crime ocorreu no domingo (19), quando o suspeito foi preso em flagrante após atacar a vítima a facadas.
Detalhes do crime e prisão em flagrante
A vítima foi identificada como Josima Rodrigues da Silva, de 34 anos, que foi morta na noite de domingo no bairro Vila Hepacaré. Um homem que estava com ela no momento do ataque também ficou ferido e precisou ser socorrido. Segundo informações do boletim de ocorrência, guardas civis municipais foram acionados para um pedido de ajuda e encontraram o suspeito fugindo do local.
Os agentes perseguiram Antônio Marcos, alcançaram-no e efetuaram a prisão. Josima foi encontrada com sangramento intenso e não resistiu aos ferimentos. A faca supostamente utilizada no crime foi apreendida e encaminhada para perícia técnica.
Medida protetiva descumprida e histórico de violência
De acordo com a mãe da vítima, Josima já havia relatado episódios de agressão durante o relacionamento com o acusado. Dias antes do crime, ela conseguiu uma medida protetiva contra Antônio Marcos, que teria sido descumprida, culminando no ataque fatal. O caso foi registrado como feminicídio consumado e tentativa de homicídio contra o homem que acompanhava a vítima.
Após a prisão em flagrante, o suspeito passou por audiência de custódia, onde a Justiça decidiu mantê-lo detido, resultando na decretação da prisão preventiva. A defesa de Antônio Marcos não foi localizada para comentar o caso.
Impacto e contexto do feminicídio
Este caso reforça a gravidade da violência doméstica e a importância das medidas protetivas, que muitas vezes são insuficientes para garantir a segurança das vítimas. A ocorrência em Lorena destaca a necessidade de políticas públicas mais eficazes e de conscientização sobre o combate ao feminicídio no Brasil.
As investigações continuam para apurar todos os detalhes do crime, incluindo a perícia da arma e o depoimento de testemunhas. A comunidade local tem demonstrado preocupação com a segurança e com os casos de violência contra mulheres na região do Vale do Paraíba.



