Preso suspeito de feminicídio de adolescente de 17 anos no Ceará
Preso suspeito de feminicídio de adolescente no Ceará

O suspeito de assassinar Ana Kévile Nogueira Batista, de 17 anos, em Deputado Irapuan Pinheiro, no interior do Ceará, foi preso na terça-feira (28). José Arimateia Felipe, de 39 anos, conhecido como Derimar, é acusado de feminicídio. O crime ocorreu no último sábado (25), em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis.

Detalhes do crime

Segundo testemunhas, José Arimateia estava bebendo no local quando a vítima chegou e sentou-se com uma familiar. Ele teria assediado a jovem, tocando em sua perna sem consentimento e oferecendo R$ 500 para ter relações sexuais. Após ser rejeitado, foi repreendido por outras pessoas e obrigado a deixar o estabelecimento. Minutos depois, retornou de moto com uma arma de fogo e disparou contra Ana Kévile, atingindo-a pelo menos duas vezes.

Prisão e investigação

O suspeito ficou foragido por três dias, sendo capturado em um sítio em Acopiara, município vizinho. A Guarda Civil Municipal o conduziu à delegacia. A Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSPDS) informou que ele portava uma arma de fogo no momento da prisão. A Justiça do Ceará havia emitido um mandado de prisão preventiva, e ele também foi autuado em flagrante por porte ilegal de arma. Após audiência de custódia no 2º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias, em Iguatu, a prisão foi homologada, e ele permanece detido.

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Perfil da vítima

Ana Kévile era estudante do 3º ano do Ensino Médio em escola pública e trabalhava em uma distribuidora. Era ativa em grupos da igreja, atividades escolares e integrava o Núcleo de Cidadania dos Adolescentes (NUCA), que discute políticas públicas com o Selo UNICEF. Amigos e familiares a descrevem como alegre e esforçada. A escola a lembrou como "cheia de vida, batalhadora e repleta de sonhos".

Comoção na cidade

A morte da jovem gerou grande comoção em Deputado Irapuan Pinheiro. Moradores, amigos e familiares realizaram uma despedida com cartazes e mensagens como "Justiça por Kévile", "Ana Kévile queria viver" e "Nenhuma mulher a menos". O sepultamento foi acompanhado por uma multidão.

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