Preso por feminicídio em Praia Grande alega traição e pede perdão após crime
Preso por feminicídio alega traição e pede perdão em redes

Preso por feminicídio em Praia Grande alega traição e pede perdão após crime brutal

Pedro Ubiratan de Oliveira, o homem que assassinou sua esposa Thais Rodrigues Rocha de Oliveira em Praia Grande, no litoral paulista, deixou as três filhas do casal na casa da avó materna antes de cometer o crime hediondo. Conforme detalhado no boletim de ocorrência, ele havia sido denunciado por agredir a companheira nos dias anteriores e afirmou para familiares que tentaria uma reconciliação. O feminicídio ocorreu na madrugada de domingo (9), na residência do casal, localizada na Rua Cantor Renato Russo, no bairro Caieiras.

Suspeita de traição desencadeia violência fatal

Em seu depoimento às autoridades, o criminoso relatou que discutiu com Thaís dois dias antes do assassinato, após encontrar uma calcinha usada dentro da casa e desconfiar de uma possível infidelidade. Durante a briga, Pedro desferiu um tapa na mulher, que imediatamente acionou a polícia. Por conta dessa agressão, ele foi retirado do lar conjugal temporariamente. No entanto, o acusado insistiu para a família que buscaria uma reaproximação com a esposa.

Segundo os registros policiais, Pedro ligou para o sobrinho na noite de sábado (7), pouco antes de cometer o feminicídio. Durante a conversa telefônica, o suspeito estava rindo com Thaís e contou que havia deixado as filhas na casa da avó justamente para se reconciliar com a companheira. Ele ainda prometeu que procuraria tratamento para o uso de substâncias entorpecentes.

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Crime brutal e confissão nas redes sociais

Por volta das 4 horas da manhã de domingo (8), Pedro telefonou novamente para o sobrinho, desta vez utilizando o aparelho celular de Thaís. Ele pediu que o parente fosse até sua residência, mas o sobrinho alegou estar passando mal e não pôde atender ao chamado. Diante da recusa, o assassino enviou mensagens pelo dispositivo da vítima confessando o crime hediondo.

“Não foi por causa de ‘gaia’ [traição] não, foi por pilantragem, dando dentro da minha casa e na minha cama. Eu queria o cara [nome dele], mas ela não quis falar”, escreveu Pedro nas mensagens de texto. A esposa do sobrinho visualizou as comunicações e ligou para a sogra, irmã de Pedro, relatando o ocorrido. Imediatamente, a família acessou as publicações do criminoso nas redes sociais, onde ele pedia perdão em vídeos, e acionou a Polícia Militar.

Desfecho trágico e prisão em flagrante

Os familiares se dirigiram ao local do crime e encontraram Thaís já sem vida. Conforme o registro policial, Pedro não estava mais na residência, pois havia ido até a casa da mãe para contar sobre o assassinato. A Polícia Militar localizou o suspeito nas ruas do bairro, desorientado e com um corte na parte posterior da cabeça. Ele afirmou que o ferimento foi infligido pela própria mãe após ela descobrir a morte da nora.

De acordo com os agentes da PM, foram acionados após os familiares informarem sobre os vídeos publicados nas redes sociais. Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a vítima caída no chão da sala, com graves ferimentos na região do rosto e uma significativa perda de sangue. O óbito foi constatado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.

No boletim de ocorrência, Pedro confessou aos policiais que agrediu a esposa com socos e a esganou até a morte. Ele afirmou não ter utilizado nenhum objeto durante o crime e reiterou que a motivação principal foi a suposta traição conjugal. Após o feminicídio, o suspeito deixou a residência e se dirigiu à casa da mãe, no mesmo bairro. Pedro foi levado ao Pronto-Socorro Quietude para receber atendimento médico e, posteriormente, encaminhado à Central de Polícia Judiciária de Praia Grande, onde foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio.

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