Pastora orienta vítimas de violência doméstica a denunciarem em SC
Pastora orienta vítimas de violência a denunciarem em SC

A pastora Helena Raquel utilizou seu microfone no Congresso dos Gideões, realizado em Camboriú (SC), para fazer um apelo direto às vítimas de violência doméstica. Durante sua palestra no sábado (2), ela enfatizou a urgência de buscar ajuda e não aceitar pedidos de desculpas dos agressores. O evento, considerado o maior encontro evangélico do Brasil, reuniu mais de 200 mil fiéis neste ano.

Discurso viraliza nas redes sociais

Helena Raquel, que acumula mais de 1,7 milhão de seguidores em uma única rede social, é fundadora do Ministério Pastoras do Brasil e líder da Igreja Assembleia de Deus Vida na Palavra, em Queimados (RJ). Ela viaja pelo país realizando palestras e é autora de livros cristãos voltados para o público feminino. O trecho de sua fala no Congresso dos Gideões foi amplamente compartilhado e, até esta terça-feira (5), já havia sido visualizado por mais de 11,5 milhões de pessoas.

Orientações diretas às mulheres

Em seu discurso, a pastora afirmou: “Você precisa com urgência ligar para alguém de confiança e buscar um lugar seguro. Por último, não acredite no pedido de desculpas, porque quem agride, mata. Saia daí”. Ela também criticou a orientação comum em algumas igrejas de não denunciar o agressor para evitar escândalos, classificando essa prática como um “saber empírico” baseado em sua experiência de 47 anos em um lar cristão.

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Congresso dos Gideões e autoridades presentes

O Congresso dos Gideões, que terminou na segunda-feira (4), é um evento conservador que tem atraído figuras políticas nos últimos anos, como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesta edição, contou com palestras do deputado federal Marco Feliciano e de outros pregadores. A fala de Helena Raquel foi recebida com aplausos do público presente.

Números alarmantes de feminicídio

O Brasil registrou um recorde de feminicídios em 2025, com 1.470 casos de janeiro a dezembro, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Esse número supera os 1.464 registros de 2024. Em Santa Catarina, 52 mulheres foram mortas em razão de gênero. No estado, quase um terço dos processos criminais julgados entre janeiro e julho de 2025 envolve violência doméstica, representando 28,93% de todas as sentenças – uma média de 110,9 processos por dia.

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