Pastor evangélico é preso por estupro de vulnerável contra três netas de consideração em Campo Grande
Um homem de 63 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira, 12 de setembro, no bairro Vila Romana, em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. O indivíduo é acusado de cometer estupro de vulnerável contra três netas de consideração, conforme informações divulgadas pela Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA).
Detalhes das investigações e perfil do suspeito
Segundo as autoridades policiais, o suspeito atuava como pastor evangélico e utilizava a própria residência como ponto de pregação religiosa. As investigações tiveram início após o registro de três boletins de ocorrência distintos, realizados entre os anos de 2025 e 2026. Em todos os relatos, as vítimas — que eram crianças na época dos fatos — apontavam o homem como o autor dos abusos sexuais.
De acordo com a polícia, o investigado exercia o papel de "avôdrasto", valendo-se da posição de autoridade e da confiança que a família depositava nele para cometer os crimes. A medida de prisão preventiva foi considerada necessária devido à gravidade das denúncias e à reiteração dos fatos, visando garantir a ordem pública e a proteção integral das vítimas.
Operação policial e apreensão de provas
A equipe da DEPCA localizou o suspeito em sua residência, onde foi realizada a prisão. Durante a ação, os policiais apreenderam um aparelho celular que passará por perícia técnica para buscar novas evidências que possam auxiliar no processo criminal. O homem foi conduzido à delegacia para os procedimentos legais.
A pena pode ser aumentada por ele possuir relação de autoridade familiar sobre as meninas, agravante previsto na legislação brasileira. Após a formalização da prisão, ele será encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça para o andamento do processo.
Preservação das vítimas e aspectos legais
Para preservar a integridade física e psicológica das vítimas, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os nomes das crianças e do suspeito não foram divulgados pelas autoridades. Essa medida busca evitar a exposição pública das menores e proteger seus direitos fundamentais.
A Polícia Civil emitiu uma nota oficial reforçando o compromisso com a investigação rigorosa e a proteção das vítimas de crimes sexuais. O caso segue sob sigilo judicial para assegurar a privacidade das envolvidas e a efetividade das diligências.



