Julgamento inicia no Pará para caso brutal de tortura que vitimou jovem com síndrome de down
A Justiça do Pará deu início, nesta segunda-feira (3), ao julgamento de um homem acusado de torturar e causar a morte do próprio filho adotivo, um jovem de 39 anos que possuía síndrome de down. O crime, ocorrido em julho de 2024, gerou imensa comoção pública e será analisado pela Primeira Vara do Tribunal de Justiça, localizada em Belém, com o objetivo de esclarecer todas as circunstâncias envolvendo uma morte marcada por extrema brutalidade e denúncias graves de violência doméstica.
Detalhes chocantes das agressões sofridas pela vítima
Conforme os autos do processo e os relatos apresentados por familiares, a vítima era submetida a episódios constantes de violência severa dentro da residência familiar, situada no bairro do Telégrafo, na capital paraense. Os depoimentos descrevem agressões contínuas e de natureza extremamente cruel, incluindo:
- Golpes com vergalhão no rosto, na cabeça e no tórax
- Extração forçada de dentes
- Maus-tratos que se intensificaram após o falecimento da mãe da vítima, que era esposa do acusado
O jovem com síndrome de down foi levado ao Pronto Socorro do Guamá no dia 28 de julho de 2024, vindo a falecer em 1º de agosto do mesmo ano, em decorrência das lesões gravíssimas que sofreu durante os ataques.
Investigação policial e prisão em flagrante do acusado
A Polícia Civil do Pará, atuando por meio da Delegacia de Proteção à Pessoa com Deficiência, confirmou as informações contidas no laudo da autópsia, que apontou hemorragia cerebral volumosa e hematoma subdural. Essas lesões são compatíveis com tortura e maus-tratos contínuos, tendo resultado diretamente na morte da vítima.
O pai adotivo foi preso em flagrante no dia 22 de agosto de 2024, na mesma casa onde as agressões ocorriam, após familiares decidirem denunciar o caso às autoridades competentes. Apesar da gravidade das acusações e das robustas provas periciais já reunidas, o réu atualmente responde ao processo em liberdade, aguardando a decisão final do tribunal.
Andamento do júri e importância das testemunhas
Durante o júri, estão previstos os testemunhos de três testemunhas, todas elas familiares da vítima. Os depoimentos dessas pessoas são considerados cruciais para o completo esclarecimento dos fatos, podendo fornecer detalhes essenciais sobre a dinâmica da violência e o contexto familiar. A defesa do acusado também terá a oportunidade legal de apresentar seus argumentos e contrapor as acusações.
Reforço sobre a importância de denunciar violências
A Polícia Civil reforça, mais uma vez, a importância fundamental das denúncias em casos de violência doméstica e agressão. A população pode e deve utilizar o canal disque denúncia 181 ou procurar presencialmente qualquer delegacia para relatar abusos, maus-tratos ou qualquer forma de violência, garantindo que casos como este sejam investigados e os responsáveis, levados à Justiça.



