Padrasto é preso em BH por suspeita de estuprar quatro enteadas de 6 a 12 anos
Padrasto preso por suspeita de estuprar quatro enteadas em BH

Padrasto é preso em Belo Horizonte por suspeita de estuprar quatro enteadas menores de idade

Um homem de 58 anos foi preso preventivamente na última segunda-feira (16) em Belo Horizonte, suspeito de cometer estupro de vulnerável contra quatro enteadas, que são irmãs com idades entre 6 e 12 anos. A prisão foi realizada pela Polícia Civil mineira após investigações que se iniciaram em setembro de 2025, quando voluntários de um projeto social encaminharam denúncias ao Conselho Tutelar da região.

Investigação revela quadro de pânico constante e omissão materna

De acordo com a delegada Marina Prado, da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) Centro-Sul, o padrasto aproveitava os momentos em que a mãe das vítimas, de 32 anos, saía para beber e praticava os abusos sexuais. A investigação apontou que o suspeito incluía "comportamentos perturbadores e fetiches" nas agressões contra as meninas, criando um ambiente de terror doméstico.

Testemunhas relataram à polícia um quadro de pânico constante na residência da família. "A criança de 8 anos relatou que 'fingia dormir' à noite para vigiar o padrasto e tentar proteger as irmãs menores", explicou a delegada Marina Prado. Os educadores que acompanhavam o caso observaram grande impacto psicológico e regressão comportamental nas vítimas, evidenciando a gravidade da situação.

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Mãe das vítimas é investigada por possível conivência com os crimes

A mãe das quatro meninas também se tornou alvo das investigações por suposta omissão e conivência com os crimes. A delegada destacou que a mulher teria ficado "inerte" mesmo após ser alertada sobre os comportamentos do companheiro, priorizando o relacionamento com o agressor em detrimento da segurança das próprias filhas.

"Ela teria priorizado o relacionamento com o agressor em detrimento da segurança das filhas, chegando a desacreditar dos relatos das vítimas", detalhou Marina Prado. Os nomes do padrasto e da mãe não foram divulgados pelas autoridades para preservar a identidade das crianças envolvidas.

Ambiente degradante e acolhimento institucional das vítimas

A investigação policial ainda revelou que as quatro irmãs viviam em condições extremamente precárias. O inquérito detalhou um cenário de extrema vulnerabilidade e violação de direitos no ambiente doméstico, onde as crianças enfrentavam condições de higiene inadequadas e falta de alimentação apropriada.

Diante da gravidade dos fatos e do risco iminente à integridade das menores, as quatro irmãs foram encaminhadas para acolhimento institucional, onde receberão atendimento especializado. O suspeito já foi encaminhado ao sistema prisional de Minas Gerais e aguarda as próximas etapas do processo judicial.

A Polícia Civil continua investigando todos os aspectos do caso, incluindo a possível participação de outras pessoas e a extensão completa dos crimes cometidos contra as quatro enteadas. As autoridades reforçam a importância da denúncia em casos de violência contra crianças e adolescentes, lembrando que o Disque 100 funciona 24 horas por dia para receber esse tipo de comunicação.

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