Mulher é presa no RS após exame detectar cocaína na urina da filha de 3 anos
Mulher presa por cocaína na urina da filha de 3 anos no RS

Mulher é presa no RS após exame detectar cocaína na urina da filha de 3 anos

Uma mulher de 33 anos foi presa na segunda-feira (9) pela Polícia Civil em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. A prisão ocorreu após exames laboratoriais indicarem a presença de cocaína na urina da filha dela, que tem apenas 3 anos de idade. O caso, que chocou a comunidade local, remonta a setembro do ano passado, quando o incidente inicial foi registrado.

Desde então, a suspeita estava foragida da Justiça e possuía um mandado de prisão preventiva em aberto, emitido pelas autoridades competentes. A delegada Amanda Andrade, responsável pela investigação, detalhou os acontecimentos que levaram à descoberta do crime.

Detalhes do caso e internação da criança

"A criança foi passar um final de semana com a mãe e, quando o pai foi buscá-la, notou que ela estava grogue, com comportamento incomum, e a levou imediatamente ao hospital", explicou a delegada. Segundo os relatos da investigação, a menina contou aos profissionais de saúde que a mãe lhe havia dado um remédio, o que levantou suspeitas sobre a natureza da substância ingerida.

No hospital, exames de urina realizados na criança confirmaram a presença de cocaína em seu organismo. A menina, que reside com o pai, passou bem após o episódio, mas foi internada na ocasião para uma bateria de exames médicos mais aprofundados, visando avaliar possíveis danos à saúde.

A amostra de urina foi encaminhada ao Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Rio Grande do Sul, com o objetivo de tentar identificar a quantidade exata de cocaína que estava presente no organismo da criança. Esse laudo pericial é crucial para o andamento do processo judicial, pois pode fornecer evidências adicionais sobre a gravidade do caso.

Antecedentes e situação processual

A delegada informou que a suspeita já constituiu defesa legal, mas a identificação do representante não foi fornecida às autoridades, o que impossibilitou o contato da reportagem para obter mais detalhes. A identidade da mulher presa também não foi revelada, seguindo protocolos de proteção à privacidade envolvendo casos sensíveis.

A reportagem procurou o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul por e-mail para confirmar se a suspeita já passou por audiência de custódia, mas ainda não obteve retorno até o momento da publicação desta matéria. A audiência de custódia é um procedimento legal que garante o direito do preso de ser apresentado a um juiz em até 24 horas após a prisão.

Além disso, a delegada revelou que a mulher possui um antecedente policial por maus-tratos contra outro filho, onde teria submetido a criança a uma situação de constrangimento. Esse histórico pode influenciar nas decisões judiciais futuras, demonstrando um padrão de comportamento preocupante.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, e as autoridades aguardam os resultados dos exames periciais para prosseguir com as ações legais. A comunidade local expressou preocupação com a segurança das crianças envolvidas e com a necessidade de medidas protetivas mais rigorosas.