Mulher de 50 anos é morta a tiros pela madrasta durante visita ao pai acamado no RS
Mulher morta pela madrasta durante visita ao pai no RS

Mulher de 50 anos é assassinada pela madrasta durante visita ao pai acamado no Rio Grande do Sul

Maria Helena de Souza, uma mulher de 50 anos descrita por familiares como expansiva e de humor contagiante, foi morta a tiros no último sábado (21) durante uma visita ao pai acamado em Igrejinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A principal suspeita do crime é a própria madrasta da vítima, Lurdes de Fátima de Lima Maurina, de 63 anos, que permaneceu foragida até o início da noite de domingo (22).

Detalhes do crime que chocou a comunidade local

Segundo as investigações da Polícia Civil, o homicídio ocorreu após um desentendimento entre Maria Helena e Lurdes de Fátima. De acordo com o boletim policial, a suspeita teria ficado contrariada com a visita da enteada ao pai da vítima, que tem 66 anos e está acamado.

O desfecho trágico aconteceu quando Lurdes teria se dirigido a um dos quartos da residência, pego uma espingarda calibre 12 e efetuado um disparo contra Maria Helena. O filho mais novo da vítima, Matheus, de 21 anos, estava presente no local durante o crime, conforme relatou o delegado Ivanir Caliari, responsável pelo caso.

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Fuga imediata e buscas intensivas pela região

Após o tiro fatal, a suspeita teria fugido pelos fundos da casa em direção a um matagal próximo. Integrantes da Brigada Militar foram enviados ao endereço após uma denúncia de disparo de arma de fogo e, ao chegarem acompanhados pelos Bombeiros Voluntários, encontraram Maria Helena caída no chão, já sem vida.

Buscas foram realizadas nas áreas próximas à residência, mas Lurdes não havia sido localizada inicialmente. A arma utilizada no crime foi apreendida pela Polícia Civil, enquanto a cena foi isolada para a atuação da perícia técnica. O pai acamado da vítima foi encaminhado para os cuidados de outros familiares.

Uma vida dedicada à família e aos afetos mais próximos

Nascida em Taquara, Maria Helena construiu sua vida em torno de duas prioridades fundamentais: a família e a presença ativa no cotidiano das pessoas que amava. Trabalhando como representante comercial, ela era mãe de dois filhos: Ahmanda, de 28 anos, e Matheus, de 21.

Quem convivia com Helena descreve uma mulher que vivia intensamente seus papéis de mãe e avó. "Com Matheus ela era super protetora, de uma forma assim que eu até brincava com ela: 'vai Helena, teu filho não vai conseguir sair do ninho'. Só que ela tinha esse negócio, esse amor assim de ter ele sempre perto", relembra o genro Thiago Tormes.

O cuidado com a filha Ahmanda seguia a mesma linha afetiva. Quando a filha foi morar com Tormes, Maria Helena mantinha uma presença constante, visitando e ajudando no cuidado da família. Seu carinho se estendia aos dois netos, para quem sempre arranjava tempo, mesmo que fosse apenas para um café rápido no meio da tarde.

Último momento de conexão antes da tragédia

Apenas dois dias antes do crime, mãe e filha tiveram um último momento de descontração juntas. "A Amanda ligou para ela, foram tomar um café na padaria, se divertir, dar risada e foi o último momento que eles tiveram de conexão", conta Thiago Tormes, destacando a normalidade de um encontro que se tornaria uma lembrança dolorosa.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Igrejinha, que trabalha para esclarecer todos os detalhes do crime e localizar a suspeita, que segue foragida. A comunidade local permanece em choque com a violência que interrompeu abruptamente a vida de uma mulher conhecida por seu espírito alegre e dedicação familiar.

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