Mulher aciona botão do pânico, mas é morta a facadas pelo ex em Sorocaba; suspeito é encontrado morto
Mulher morta a facadas após acionar botão do pânico em Sorocaba

Tragédia em Sorocaba: Mulher é assassinada após acionar botão do pânico

Uma cena de horror marcou a noite de segunda-feira (30) no bairro Vila Zacarias, em Sorocaba (SP). Maria Eugenia de França Chagas, de 51 anos, foi brutalmente assassinada a facadas pelo ex-companheiro, Zito de Jesus Sardinha, de 46 anos. O crime, que ocorreu na frente da filha da vítima, de 25 anos, foi registrado como feminicídio na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sorocaba.

Desespero e resposta tardia do sistema de proteção

Minutos antes do ataque fatal, Maria Eugenia acionou o "botão do pânico" do programa "Protege Mulher", da Guarda Civil Municipal (GCM). Apesar de uma viatura ter chegado ao local em apenas sete minutos, a mulher já havia sucumbido aos ferimentos. Conforme apurado pela TV TEM, ela foi atingida pelo menos sete vezes com a faca e morreu no local, evidenciando a violência extrema do ataque.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a Guarda Municipal esteve no local para atender a ocorrência e que uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada. No entanto, a rapidez da agressão impediu qualquer chance de salvamento.

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Fuga e desfecho trágico do suspeito

Após cometer o crime, Zito fugiu em uma motocicleta e permaneceu foragido até esta quinta-feira (2), quando seu corpo foi encontrado na casa dele, no bairro Jundiacanga, em Araçoiaba da Serra (SP). A polícia confirmou que ele cometeu suicídio, encerrando assim a busca pelo suspeito.

Investigadores relataram que o motivo do assassinato foi a não aceitação do fim do relacionamento por parte de Zito, um padrão comum em casos de feminicídio que destaca os riscos enfrentados por mulheres em situações de separação.

Repercussões e homenagens à vítima

O corpo de Maria Eugenia foi velado na noite de terça-feira (31), no velório Ofebas, em Votorantim (SP), e sepultado na quarta-feira (1º) no Cemitério São João Batista. A tragédia reacendeu debates sobre a eficácia dos mecanismos de proteção à mulher, como o botão do pânico, que, embora ágil, não pôde evitar a fatalidade neste caso.

Este incidente sombrio serve como um alerta urgente para a necessidade de reforçar as políticas públicas contra a violência doméstica, garantindo que sistemas de emergência sejam ainda mais rápidos e integrados, e que campanhas de conscientização alcancem potenciais agressores e vítimas.

Autoridades continuam investigando os detalhes do caso, enquanto a comunidade de Sorocaba e região lamenta mais uma vida perdida para a violência de gênero.

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