Mãe é presa novamente após romper tornozeleira por crime hediondo contra filho em Tangará da Serra
Rosana de Oliveira Goulart, condenada a 39 anos de prisão em regime fechado por assassinar e abusar sexualmente do próprio filho de apenas 2 anos, foi presa novamente nesta quinta-feira (2) em Tangará da Serra, município localizado a 253 quilômetros de Cuiabá, no Mato Grosso. A detenção ocorreu após ela romper a tornozeleira eletrônica que monitorava sua progressão para o regime aberto, após cumprir 11 anos de pena.
Detalhes chocantes do crime cometido em 2013
O caso, que chocou o Brasil em março de 2013, envolveu a morte brutal da criança, cujo corpo foi localizado em um canavial da região. Na época, Rosana confessou à Polícia Civil que cometeu o crime sozinha, admitindo também os abusos sexuais praticados contra o menino. Segundo relatos policiais, a mãe utilizou um pedaço de madeira para golpear a vítima e, acreditando que ela estava morta, transportou o corpo para outro ponto do canavial, a mais de dois quilômetros da residência da família.
A perícia forense, no entanto, revelou um detalhe ainda mais perturbador: a criança ainda estava viva quando foi abandonada no local e faleceu devido a um choque hipovolêmico, resultante da perda maciça de sangue. Este aspecto destacou a crueldade extrema do ato, que culminou na condenação de Rosana a quase quatro décadas de encarceramento.
Histórico de violência e falhas no sistema de proteção
Investigadores apontam que Rosana já possuía um histórico de violência contra o filho antes do crime fatal. Em 22 de agosto de 2011, o padrasto do menino registrou um boletim de ocorrência denunciando a mãe por ter arremessado a criança durante uma discussão conjugal. O incidente causou uma lesão na cabeça do pequeno, que foi então encaminhado para uma casa transitória em Tangará da Serra, onde permaneceu por aproximadamente três meses.
Em uma audiência realizada no dia 29 de novembro de 2011, a Justiça autorizou o retorno da criança à família, decisão que, em retrospecto, levantou questões sobre a eficácia do sistema de proteção infantil. Apenas uma semana antes da morte da vítima, Rosana havia sido condenada a cumprir seis meses de medida socioeducativa em liberdade pelo episódio de 2011, o que não impediu a tragédia subsequente.
Relembre a descoberta do caso e as consequências judiciais
O caso veio à tona no dia 18 de março de 2013, quando familiares registraram uma ocorrência de desaparecimento do menino. No dia seguinte, o corpo foi encontrado no canavial próximo à casa onde ele vivia com a mãe, o padrasto e um irmão. A rápida resolução do mistério não amenizou o horror dos fatos, que levaram à condenação exemplar de Rosana.
Após 11 anos de prisão, ela progrediu para o regime aberto, condicionado ao uso de tornozeleira eletrônica. A violação desse monitoramento resultou na sua nova prisão, reafirmando a gravidade do crime e a necessidade de vigilância constante em casos de alta periculosidade. Este episódio serve como um alerta sombrio sobre os riscos da violência doméstica e as falhas que podem ocorrer na aplicação de medidas protetivas.



