Médico é detido após agredir companheira em apartamento no Centro de Registro
Um médico de 35 anos foi detido pela Polícia Civil após ser acusado de agredir a companheira, que também é médica, em um apartamento localizado no Centro de Registro, no interior de São Paulo. O caso ocorreu no sábado (11) e gerou grande repercussão na região, especialmente por envolver dois profissionais da área da saúde.
Vítima chega à delegacia com sangramentos visíveis
De acordo com o boletim de ocorrência registrado no 1º Distrito Policial (DP), a mulher chegou à delegacia chorando e gritando que havia sido agredida pelo companheiro. Ela apresentava sinais evidentes de violência, incluindo sangramentos nos joelhos e na boca, além de aparentar estar confusa e desorientada durante o atendimento policial.
A vítima relatou aos agentes que o suspeito desferiu socos, chutes e chegou a bater a cabeça dela contra uma janela de vidro durante a discussão. Preocupada com a segurança da mãe, que também estava no local, ela pediu que a equipe policial se deslocasse imediatamente até o apartamento onde ocorreu a agressão.
Cena do crime apresentava sinais de violência e substâncias ilícitas
Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram o médico trancado em um cômodo e, ao inspecionarem o local, identificaram diversos indícios de uma possível luta corporal. Entre os elementos encontrados estavam um videogame jogado no chão, móveis danificados, pingos de sangue espalhados pelo ambiente e embalagens vazias que remetiam ao uso de cocaína, conforme descrito no registro policial.
O suspeito, ao sair do cômodo onde estava trancado, afirmou que a companheira havia "entrado em surto" durante a discussão. Com a fala confusa, ele mencionou que a mulher fazia uso de medicação controlada e que teria sido ela quem quebrou os móveis da residência. No entanto, o médico admitiu não se lembrar com exatidão dos detalhes do que aconteceu durante a briga.
Desfecho do caso e medidas adotadas pelas autoridades
O homem foi encaminhado para a delegacia e preso em flagrante pelo crime de agressão. Posteriormente, ele foi liberado após participar da audiência de custódia, mas deverá cumprir medidas cautelares determinadas pela Justiça. A mulher, por sua vez, solicitou uma medida protetiva contra o companheiro e admitiu à polícia o uso de medicação controlada.
Devido ao estado psicológico apresentado, incluindo relatos de estar ouvindo vozes, a vítima foi encaminhada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Registro para receber os cuidados médicos necessários. O g1 não conseguiu localizar a defesa do médico até o momento da publicação desta reportagem, deixando algumas questões sobre o caso ainda em aberto.
O episódio chama a atenção não apenas pela violência envolvida, mas também pelo perfil dos envolvidos, ambos profissionais da área médica, em uma cidade do interior paulista. As investigações continuam sob a responsabilidade da Polícia Civil, que busca esclarecer todos os detalhes deste triste caso de violência doméstica.



