Deputado Fernando Marangoni aparece machucado em vídeo e nega agressão à esposa
Marangoni nega agredir esposa e aparece machucado em vídeo

Deputado federal aparece com ferimentos e nega ter agredido a ex-esposa em caso de violência doméstica

O deputado federal Fernando Marangoni, do Podemos, negou categoricamente nesta quarta-feira, 1º, ter cometido agressão contra sua ex-esposa, a médica Fabiana Marangoni, após ser alvo de uma denúncia por violência doméstica. Em um vídeo exclusivo obtido pelo g1, o parlamentar aparece com o rosto visivelmente machucado, levantando questões sobre a natureza do conflito conjugal.

Vídeo mostra deputado com ferimentos e acusações mútuas

Na gravação divulgada, Marangoni afirma de maneira emocionada: “Mais uma agressão por parte da minha mulher, mas acabou, é a última, estou indo embora. Chega”. O deputado, que foi surpreendido pela cobertura jornalística do caso, enviou uma nota oficial por meio de sua assessoria negando qualquer envolvimento em atos violentos ou que tenha sido conduzido a uma delegacia.

Segundo o relato do parlamentar, ele e Fabiana, que foram casados por 23 anos e estão oficialmente divorciados há seis meses, tiveram uma discussão acalorada pela manhã. Marangoni alega que foi agredido fisicamente pela ex-esposa durante o desentendimento, o que justificaria os ferimentos visíveis em seu rosto.

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Ex-esposa contradiz versão e relata ter sido agredida

Em contrapartida, em um vídeo enviado à TV Globo também nesta quarta-feira, Fabiana Marangoni apresentou uma narrativa completamente diferente. A médica confirmou que houve um desentendimento entre o casal, mas afirmou que foi ela quem sofreu agressão física. “Apenas quero que ele saia do apartamento”, declarou Fabiana, demonstrando angústia com a situação.

O deputado detalhou que, apesar do divórcio, ambos continuavam residindo no mesmo apartamento em São Paulo, porém em quartos separados, devido a um acordo mútuo. Essa convivência pós-separação teria sido a origem do conflito que escalou para a agressão física, conforme as alegações de ambas as partes.

Nota oficial do deputado reforça compromisso com direitos das mulheres

Na nota extensa divulgada, Fernando Marangoni foi enfático ao negar as acusações: “Hoje pela manhã, fui surpreendido pelo noticiário que informava que eu havia agredido minha esposa. Isso não é verdade. Também não é verdade que fui levado à delegacia policial”. O parlamentar destacou seu histórico de defesa dos direitos femininos, lembrando que foi relator de um projeto que aumenta a proteção à mulher na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

Marangoni expressou profunda preocupação com o bem-estar de suas três filhas, enfatizando o amor e respeito que dedica a elas. “Minha maior preocupação, agora, é com minha família; temos três filhas que amo acima de tudo e devemos, eu e Fabiana, muito respeito a elas”, afirmou o deputado, que manifestou esperança de recuperar a paz no lar familiar.

Perfil político e trajetória do deputado envolvido na controvérsia

Fernando Marangoni, que se elegeu pelo União nas eleições de 2022 e anunciou sua filiação ao Podemos apenas na terça-feira, 31, possui uma trajetória política e acadêmica significativa. Professor universitário e advogado com doutorado em Ciências Sociais, ele já ocupou cargos como secretário de Habitação e Regularização Fundiária de Santo André (SP) e Secretário Executivo de Habitação do estado de São Paulo.

Em Brasília, o deputado integra diversas comissões importantes, incluindo:

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  • Comissão Especial sobre Transição Energética e Produção de Hidrogênio Verde
  • Comissão Especial sobre Prevenção e Auxílio a Desastres e Calamidades Naturais
  • Comissão Externa para Monitorar Obras do Túnel Santos-Guarujá
  • Comissão Especial da Política Nacional para Pessoas com Autismo (PL 3080/20)
  • Comissão Especial sobre o FPM e os Fundos Constitucionais Sul/Sudeste (PEC 231/19)
  • Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania

Este caso de violência doméstica envolvendo uma figura pública de destaque no cenário político brasileiro levanta questões sobre a dinâmica de relacionamentos pós-divórcio e a credibilidade das narrativas em conflitos conjugais. As investigações devem prosseguir para esclarecer os fatos e determinar responsabilidades, enquanto a sociedade acompanha atentamente o desenrolar desta história que mistura política, vida pessoal e acusações graves.