Jovem de 24 anos é encontrada morta em Igarassu após suposta agressão do companheiro
Jovem morta em Igarassu após agressão do companheiro

Jovem de 24 anos é encontrada morta em Igarassu após suposta agressão do companheiro

Uma tragédia familiar abalou a comunidade de Nova Cruz, em Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. Bruna Vital Cordovile Lustosa, uma jovem de apenas 24 anos, foi encontrada morta dentro de sua residência na última segunda-feira, dia 23. O caso, que está sendo tratado com extrema gravidade, veio à tona através do relato angustiado de sua mãe, Jenerice Vital, em entrevista concedida à TV Globo.

Relato materno detalha agressão brutal

De acordo com o emocionado depoimento de Jenerice, a filha teria sido vítima de uma violenta agressão física perpetrada pelo seu companheiro na quinta-feira anterior, dia 18. "Quando chegaram perto de casa, espancou ela. Deu só chute na cabeça dela", descreveu a mãe, com a voz embargada pela dor. O motivo da discussão, segundo ela, teria sido ciúmes por parte do homem, cuja identidade ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades.

Após o episódio traumático, Bruna retornou à casa da mãe apresentando um estado de saúde preocupante. "Ela chegou aqui, andando, com o pescoço torto, com tanta dor de cabeça, que ela não estava aguentando", contou Jenerice. A jovem, que deixou dois filhos de um relacionamento anterior, recusou-se a procurar atendimento médico, optando por automedicar-se para aliviar as intensas dores no corpo e na cabeça.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Os últimos dias e o trágico desfecho

O fim de semana foi marcado por idas e vindas. Bruna permaneceu na casa materna até o sábado, dia 21, quando decidiu retornar à sua própria residência, prometendo voltar no dia seguinte. No domingo à noite, dia 22, ela retornou, mas em condições alarmantes. "A gente abriu o portão e ela já vomitando. Aí disse: 'mainha, me dá o lençol para me cobrir'", relembrou a mãe. Jenerice então a convidou para deitar em sua cama, onde a jovem passou a noite.

Na manhã de segunda-feira, a rotina familiar foi interrompida pela tragédia. Jenerice saiu para uma consulta médica no Hospital das Clínicas e, ao retornar por volta das 11h30, encontrou a filha sem vida. "Falei com ela (Bruna), e ela só me respondeu: 'hum'. Agora, quando cheguei, encontrei minha filha morta na cama", relatou, em um momento de profunda comoção.

Investigação em andamento e ações policiais

O relacionamento entre Bruna e o suspeito, conforme informado pela mãe, durava menos de um ano. Em um último contato descrito, o homem teria ido até a residência para devolver um carregador, pedido perdão e expressado desejo de reconciliação, o que foi recusado pela vítima. "Porque ele fez isso com ela e podia ter feito pior", justificou Jenerice sobre a decisão da filha.

Diante da gravidade dos fatos, a Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada da Polícia Civil e de peritos do Instituto de Medicina Legal (IML). A Polícia Civil, através da Força Tarefa de Homicídios da Região Metropolitana Norte, registrou o caso e instaurou um inquérito policial para apurar minuciosamente todas as circunstâncias. Oficialmente, a morte está sendo tratada como "morte a esclarecer", aguardando laudos e conclusões das investigações em curso.

Este triste episódio ressalta, mais uma vez, os alarmantes riscos da violência doméstica e a importância de denúncias e acolhimento às vítimas. A comunidade de Igarassu e a família de Bruna aguardam ansiosamente por respostas e justiça.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar