MPMG decreta prisão preventiva por crimes de violência psicológica e perseguição em Inhapim
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) anunciou nesta segunda-feira, 23 de setembro, a prisão preventiva de um homem de 36 anos, denunciado por uma série de crimes graves contra uma mulher no município de Inhapim. A prisão foi efetivada na última sexta-feira, dia 20, após investigações detalhadas que revelaram condutas criminosas persistentes.
Crime de divulgação íntima e violência psicológica
Segundo as informações divulgadas pelo MPMG, os fatos ocorreram em julho de 2025, quando o investigado gravou imagens íntimas da vítima sem seu conhecimento, enquanto ela tomava banho dentro de sua própria residência. As gravações, que mostravam cenas de nudez, foram realizadas de forma premeditada e depois armazenadas pelo suspeito.
O material foi posteriormente compartilhado com outras pessoas, circulando amplamente em redes sociais e aplicativos de mensagens na cidade. Essa divulgação expôs a mulher a uma situação de humilhação pública, causando um abalo emocional significativo e configurando claramente um caso de violência psicológica.
Perseguição prolongada e descumprimento de medidas protetivas
Além do crime de divulgação de conteúdo íntimo, o homem também foi denunciado por perseguir a vítima por mais de um ano. As investigações apontam que ele enviava mensagens insistentes, fazia ameaças diretas e passou a difamar a jovem na comunidade local após ser rejeitado.
O comportamento do investigado se tornou ainda mais grave com o descumprimento de medidas protetivas determinadas pela Justiça. Mesmo proibido judicialmente de se aproximar da vítima, ele permaneceu em frente à sua casa, chegou a entrar no imóvel em outra ocasião e manteve atitudes consideradas ameaçadoras e intimidatórias.
Fundamentação da prisão preventiva
O Ministério Público fundamentou a decretação da prisão preventiva em três aspectos principais: a gravidade dos crimes cometidos, a repetição das condutas criminosas e o flagrante descumprimento das ordens judiciais. A medida tem como objetivos primordiais garantir a segurança imediata da vítima e evitar a prática de novos crimes pelo investigado.
A atuação do MPMG neste caso reforça o compromisso institucional com o combate à violência contra as mulheres e a proteção dos direitos das vítimas, especialmente em situações que envolvem violência psicológica e perseguição.